Hawaiian Pro

Brasileiros estreiam em Haleiwa

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Tomas Hermes avança duas baterias e já está garantido no terceiro round. Foto: © WSL / Masurel.

Depois de seis dias consecutivos de espera, finalmente o Hawaiian Pro foi para a água em Haleiwa, North Shore de Oahu, Hawaii. A prova abre a tradicional Tríplice Coroa havaiana e vale como penúltima etapa da divisão de acesso do Circuito Mundial, oferecendo pontuação máxima, com status QS 10.000. Uma excelente oportunidade para os competidores que buscam vaga na elite do CT.

Paciência foi o segredo para o sucesso neste primeiro dia de competições, repleto de séries inconstantes e demoradas, que atingiram até 1,5 metros nos melhores momentos.

O havaiano Billy Kemper chegou perto da nota máxima, com uma onda que valeu 9,70, na melhor onda do dia, depois de atacar o lip diversas vezes com estilo e potência. Mesmo assim, quem levou a melhor nesse confronto foi o português Frederico Morais, que conquistou a melhor somatória do dia, com 17.96 pontos.

“Eu amo o Hawaii. Eu amo estas ondas. Elas são poderosas e te permitem executar curvas com potência, além do bom surf lip base”, disse Frederico Morais, que busca bons resultados para melhorar o seu seeding na próxima temporada.

Dos brasileiros que já entraram em ação, Tomas Hermes, David do Carmo, Willian Cardoso, Hizunomê Bettero e Luel Felipe se deram bem e avançaram em suas baterias.

Já Marco Fernandez, Marco Giorgi, Ian Gouveia, Lucas Silveira e Jessé Mendes não tiveram a mesma sorte e foram eliminados.

Outros brasileiros entram na competição como cabeças de chave e ainda aguardam para competir. São eles: Deivid Silva, Michael Rodrigues, Bino Lopes, Pedro Henrique, Jadson André, Gabriel Medina, Caio Ibelli, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Wiggolly Dantas, Alex Ribeiro e Italo Ferreira.

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Hizunomê Bettero conquista segunda melhor somatória do dia, com 16.60 pontos. Foto: © WSL / Masurel. 

Quem também fez bonito foi o catarinense Willian Cardoso, que obteve uma das melhores performances do dia e somou 15.93 pontos, surfando com potência as ondas de Haleiwa.

“Foi um bom começo pra mim. De início eu não sabia que prancha escolher, mas acho que fiz a escolha certa. Muito bom estar de volta ao Hawaii surfando e as ondas já estão começando a ficar maiores”, comentou Willian Cardoso.

O sistema de previsão oficial do evento aponta que as ondas podem chegar até 2 metros nesta quinta-feira (19/11).

“Mal posso esperar para competir em Haleiwa, sejam quais forem as condições das ondas”, disse o campeão mundial Gabriel Medina. “Eu adoro fazer grandes carvings quando as ondas estão maiores em Haleiwa, mas de acordo com a previsão, também fico empolgado para que as ondas ofereçam algumas rampas e eu possa tentar alguns grandes aéreos”.

“A previsão aponta que o swell deve ganhar força na próxima madrugada e atingir o seu pico nesta quinta-feira, mas elas devem desaparecer rapidamente na sexta-feira”, explicou o diretor de prova, Marty Thomas.

A janela para finalização do Hawaiian Pro vai oficialmente até a próxima segunda-feira (23/11), porém, de acordo com as previsões tudo indica que o evento possa ser finalizado ainda nesta sexta-feira (20/11).

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Português Frederico Morais tem melhor performance do dia e soma 17.96 pontos. Foto: © WSL / Masurel. 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.