Brasileiro é campeão mundial de surf nas dunas

Digiácomo Dias é mais um atleta que coloca a banderia do Brasil no lugar mais alto do pódio. O surf diário dele é praticado nas dunas da praia da Joaquina, em Florianópolis (SC).

 

Ele foi campeão mundial de sand board na Alemanhã em 2001, e acabou de vencer a primeira etapa do circuito mundial que rolou no estado do Oregon, EUA em agosto.

Nessa entrevista ele conta onde são os melhores lugares do país para a prática do snowboard na areia, seus principais títulos, equipamentos, e muito mais.
 

Como você começou a praticar o sandboard?

Eu morava em São Paulo. Com cerca de 12 anos, assistia vídeos de snowboard e ficava fissurado. Assim que me mudei para Florianópolis, aos 13 anos, meu irmão que é surfista e conhecia um fabricante de sandboard me deu minha primeira prancha. Daí para frente não parei mais.

 

Quais foram os primeiros campeonatos que você participou?

 

O primeiro foi uma etapa do catarinense, eu que fui campeão na Expression Session e segundo na Open.

 

E os melhores resultados até hoje?

 

Campeão mundial na Alemanhã em 2001, bicampeão Sul-americano em 2000 e 2002, primeiro colocado na etapa do Mundial deste ano no Oregon (EUA), tricampeão catarinense.

 

fiquei sabendo que você mandou uma manobra na final do Mundial que deixou os caras de boca aberta. Qual foi a tirada da manga?

 

Foi um mortal duplo. De 60 atletas inscritos, fiquei em segundo na classificação para os oito finalistas. Essa manobra eu tirei na manga na final, pois sabia que era de impacto.

 

Foto: Arquivo Pessoal.

Rola uma grana nos eventos?

 

Olha é bem pouca comparando ao surf e skate. Para se ter uma idéia o campeão de cada etapa do mundial recebe US$ 2 mil.

 

Qual é seu quiver de pranchas?

 

1-5’4 para dunas gigantes/ 1-4’9 usada em dunas grandes; 3-4’0 para saltos (são as que mais uso).

 

Como funciona o circuito mundial?

 

Ele é organizado pela DRI (Dunas Ride Internacional) e é composto por cinco etapas. As três primeiras nos EUA, uma na Alemanha e outra no Peru.

 

Quais são as modalidades disputadas?

 

Big Air (maior aéreo), Free Style (tipo skate), Border Cross (corrida com obstáculos), Slalow (contorno nas balisas) e Drags (velocidade).

 

E a semelhança com o snowboard? Você estava me contanto que é superparecido.

 

Nós costumamos dizer que o sandboard é a versão tropical do snowboard. A base é a mesma e as pranchas são bem semelhantes. Mas no snow você consegue usar mais a borda. As manobras são chupadas do snow. Vemos vídeos de snow o tempor todo.
A velocidade do snow é muito maior e a troca de borda no sand é bem mais sútil.

 

Quais foram as viagens para praticar snowboard que você fez?

 

Chile, Argentina, Itália e Alemanha.

 

Como é sua rotina de treinos?

 

Tento sempre praticar quatro vezes por semana. Só não estou dando uma banda quando chove ou venta muito.

 

Quais manobras você mais pratica?

 

Front Flip, Double Front Flip e Super Man.

 

Quais são seus maiores rivais?


Os americanos Josh Teng e Alex King são especialistas no Back e Front Flip (mortais de costas e frente), respectivamente.

 

E no Brasil?

 

O Geronemo Rocha é o mais completo.

 

Quais são os melhores lugares no Brasil para praticar sandboard?

 

Florianópolis (SC) e Fortaleza (CE).

 

E alguns picos ao redor do Brasil só para dar um rolê?

 

Cabo Frio (RJ), em São Paulo não rola, no Rio Grande do Sul, Bahia, e Rio Grande do Norte.

E o preço do material para praticar o sand?  É caro?

 

Uma profissional nacional sai por volta de R$ 1 mil e a gringa R$ 1,5 mil. As amadoras saem por cerca de R$ 180. O material da nacional é de resina, epoxi e fibra de vidro. A gringa tem carbono

 

E o mercado? Parece que os atletas do sand são patrocinados pelas mesmas empresas do skate e surf?

 

Isso. O mercado rola paralelo ao skate e surf.

Quais são os seus patrocinadores?

 

Mormaii, Drop Shoes, Flash Power, Nicoboco, Planet Summer, Fort Light, e Venomos.

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