Mundial de bodyboard

Brasileiras mandam bem em Confital

Neymara Carvalho e Jéssica Becker prontas para os confrontos finais. Foto: Flávio Brito.

Depois de um longo tempo de paralisação em virtude das pequenas ondas, foi realizada a terceira fase da categoria feminina em El Confital, Ilhas Canárias, onde rola a última etapa do Circuito Mundial de Bodyboard.

 

Em jogo, a disputa pelo título mundial feminino envolvendo as atletas Neymara Carvalho e Jéssica Becker, do Brasil, além da espanhola Eunate Aguirre.

 

Jéssica dominou sua bateria de ponta a ponta, achando sempre boas ondas e abriu boa vantagem sobre as adversárias. Logo em seguida ficou a espanhola Eunate Aguirre, que demorou a se encontrar na água, mas teve tempo para achar ondas salvadoras e avançar ao lado da brasileira.

 

Porém, com a vitória de Jéssica,  Eunate não tem mais chances de ser campeã mundial, deixando a decisão do título entre as duas brasilieras. Isso, porque Neymara caiu logo em seguida e avançou em uma bateria muito disputada e tensa.

 

Depois de 10 minutos de disputas a capixaba estava em terceiro lugar e havia um flat total no mar. No entanto, foi nesse momento que Neymara mostrou que não é tricampeã do mundo por acaso.

 

A brasileira pegou uma onda da série e executou dois rolos, para garantir uma nota 7,00. Depois ela conseguiu achar dois tubos que lhe renderam outra nota boa, um 7,5, e a vaga na semifinal.

 

A previsão desta sexta-feira (5/11) para Confital é de mar flat, podendo ser o pior dia de competição. O check-in para todos os atletas acontece às 6:00 (horário de Brasília). Os top 16 masculinos não devem entrar na água nesta sexta, porém as semifinais femininas e a final de drop knee devem rolar normalmente.

 

Caso Neymara perca na semifinal, Jéssica Becker será apontada como a nova campeã do mundo. O único resultado que não dá o titulo para Jéssica é se Neymara for campeã ou chegar em segundo lugar, sem Jéssica faturar o título.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.