Brasileiras encaram WQS

Jaqueline Silva vai ter reforço nas etapas européias do WQS. Taís de Almeida, Tita Tavares e Silvana Lima embarcaram esta semana para disputar três etapas e nesta quarta começa o primeiro deles. Será um evento cinco estrelas em Newquay, Inglaterra.

 

Na semana seguinte elas seguem para a França, onde disputam as etapas de Lacanau e Hossegor.

 

Para dar uma atenção as meninas, o técnico Robalinho foi junto. E a expectativa é pela briga por colocações avançadas. “Acredito que elas podem chegar às quartas-de-final e, quem sabe, até mais longe”, acredita Robalinho, que não poupou esforço para levar o trio feminino.

 

Silvana contou com o apoio do seu patrocinador Free Surf, mas meteu a mão
no bolso para terminar de bancar o restante. Tita, de patrocinío novo, também
precisou colocar um pouco mais.

 

Mas ninguém investiu tanto quanto a carioca Tais de Almeida.

 

Sem patrocinador principal, Taís contou apenas com o apoio da Reef Brazil, que além do salário mensal, forneceu uma verba extra para estas etapas. “Nós apostamos no potêncial da Taís e sabemos que se ela tiver um apoio maior, tem tudo para se juntar a Jaqueline e chegar no WCT feminino”, comenta Alexandre Reis, diretor de marketing da Reef.

 

Sentindo que não poderia ficar de fora destes eventos, Taís investiu boa parte da verba total necessária de suas economias. O custo para três eventos destes gira em torno de US$ 3 mil, entre passagens, estadia, alimentação, taxas e filiação junto a ASP – US$ 760.

 

No embarque, todas esqueceram do investimento e, mesmo sendo rivais nas competições no Brasil, viajaram unidas, com cada uma prometendo apoiar a outra. “Nessa hora, quem tem experiência precisa ajudar as outras. Quanto mais brasileiras chegarem ao topo, outras vão se beneficiar”, disse Taís no Aeroporto do Galeão, ansiosa para a primeira viagem para Europa.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)