Brasil segue invicto na Nova Zelândia

A equipe brasileira de surfe que disputa o primeiro campeonato mundial master da ISA, International Surfing Association, em New Plymouth, Nova Zelândia, passou invicta pelo primeiro dia de competição.

 

O mundial reúne mais de 300 competidores de nove países, incluindo Austrália, África do Sul, EUA, Hawaii, Tahiti, Brasil, Itália e Argentina.

 

Na última terça-feira, o campeonato foi disputado em dois lugares diferentes, com 30 km de distância de um para o outro. A categoria 35-39 anos competiu em Arawata, point break com uma direita principal e um pico para os dois lados no meio praia.

 

A categoria 40-44 anos competiu em Stent Road, considerada uma das melhores ondas do Nova Zelândia. O mundial é um evento móvel. Todo dia pela manhã haverá um encontro para decidir onde as baterias serão realizadas, de acordo com as ondas e com o vento.

 

O fato curioso é o limite de cinco ondas para cada surfista, o que modifica totalmente a tática e a disputa dentro da água.
 
Todos os brasileiros venceram suas baterias. Na primeira do dia, David Husadel surfou com a maré bem cheia mas passou sem dificuldades com duas direitas fortes.

 

Logo depois, Junior Maciel dominou a bateria com muita fluidez nas ondas de meio metro que abriam em cima das pedras. Carlos Santos teve dificuldades no começo, mas, aos poucos foi se soltando e em duas ondas intermediárias  conseguiu os pontos que deram a vitória na bateria.

 

Saulo Lyra dominou toda  a bateria, marcando em duas ondas da série, dois 8, conseguindo a melhor média da categoria. Rodrigo Munhoz também pegou as melhores ondas de sua bateria, direitas bem longas, não dando chance aos seus adversários.

 

Na outra praia, em Stent Road, um point break perfeito para direita, os brasileiros também passaram por suas baterias. Picuruta Salazar surfou muito bem, impressionando a todos, achando ondas boas mesmo quando a maré estava bem seca.

 

Em seguida, Gustavo Kronig surfou bem e com uma boa escolha de ondas perfeitas passou em primeiro sem dificuldades. Marcos Conde passou em segundo, marcando suas melhores ondas nos últimos cinco minutos, numa hora em que as séries estavam escassas pela maré seca.

 

Logo depois o campeonato foi transferido para uma esquerda muito boa, 200  metros ao norte, quando terminou o primeiro round.

 

Nesta quarta-feira somente a categoria 35-39 compete em Arawata. A categoria 40-44 só volta na quinta feira, quando está previsto um swell de sul, com até 8 pés.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)