Por trás das notas

Brasil busca o tetra no Equador

A equipe brasileira que disputa o sexto Jogos Pan-americanos de Surf está em Salinas, no Equador, onde mais de cento e cinqüenta competidores de onze países das Américas buscam os títulos de sete categorias: Open, Junior e Feminino, Longboard, Kneeboard e Bodyboard Masculino e Feminino.

 

Os pontos individuais somados decidem o país vencedor. O Brasil venceu todas as edições que participou, em 93, 97 e 99, e é o grande favorito para disputar o título deste ano com a Venezuela, atual campeã, e os Estados Unidos, tradicionais adversários dos brasileiros na região.

 

Fazer parte da equipe brasileira deve ser o ideal de todos os surfistas que planejam uma carreira internacional, pois a exposição de seus nomes e a experiência adquirida são fundamentais para conseguir bons patrocínios e poder se adaptar desde cedo às viagens e competições em ondas diferentes das que temos no Brasil.

 

O local onde está sendo realizado o campeonato se chama praia da Fae e fica dentro de uma base aérea de mesmo nome. É uma esquerda longa, de fundo de pedras, que permite uma grande quantidade e variedade de manobras, prometendo alto nível de surf e grandes disputas para os próximos dias.

 

Assim como no futebol, hoje em dia vários países progrediram em técnica, todos são campeões nacionais e podem surpreender, ainda mais no surf, que nem sempre os melhores conseguem pegar as ondas com maior potencial de pontos.

 

A equipe brasileira está bem preparada e conta com alguns dos melhores surfistas amadores do país, como Leandro Bastos, Martins Bernardo, Denis Tihara e alguns destaques do bodyboard nacional, como o cearense Roberto Bruno e Felipe Perusin.

 

O campeonato Pan-americano é um evento longo e muito desgastante para os competidores. São cinco dias de evento com muitas horas de espera entre uma fase e outra. É importante manter o equilíbrio emocional para evitar um desgaste maior e conseqüente perda do ritmo de competição.

 

O regulamento do campeonato é de dupla eliminação, ou seja, cada competidor tem duas vidas. Quando perde a primeira, eles saem do evento principal e entram nas chaves da repescagem, e na grande final entram os dois melhores do evento principal e os dois melhores das chaves dos vencedores.

 

É um sistema mais justo, pois é um campeonato importante, que acontece de dois em dois anos e oferece ao surfista uma chance a mais de mostrar suas habilidades. Desejo boa sorte e boas ondas para a toda equipe brasileira.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.