Bodyboarders dropam na Pororoca

#As bodyboarders Carolina Casemiro, Juliana Pacheco, Gutta Borges e Tatiana Delagrave (foto) competiram num evento inédito na Pororoca, localizada no rio Araguary, no Amapá.

O bodyboard no mar tem características diferentes do esporte praticado em rio, onde a onda é formada pelo encontro estrondoso das águas doce e salgada.

A expectativa de espera por esse espetáculo maravilhoso deixou as meninas sem respirar. Toda atenção era pouca, pois a tão esperada onda só acontece uma vez por dia.

A bordo de uma lancha, fomos colocadas cara a cara com a onda maravilhosa. O problema era saber como permanecer nela.

Para isso, é necessário entender a formação da onda e o seu movimento. A vibração do fenômeno exige uma comunhão, uma intimidade, que deveria surgir imediatamente no primeiro contato, pois corríamos o risco de apenas assistir ela passar.

#Como saber onde ficar? Como se movimentar sobre ela? Tínhamos dez minutos
pra fazer isso da melhor maneira possível.

A emoção de estarmos ali, em contato com a grandeza do rio Araguary, era tão grande que nem ligamos para as noites dormidas nas redes, assediadas por nuvens de mosquitos que nos beijavam carinhosamente.

O resultado da competição era o que menos importava, diante da emoção de sentir-se abraçada por aquelas águas.

Todas na água. No meu caso, agüentei firme até onde pude, quando já não suportava mais engolir água da Pororoca. Dentro da espuma que ela forma, disse a mim mesma: “Ok Cacá, pra você já deu”.

Foi uma surpresa agradável quando soube que meu encontro com a Pororoca tinha sido o melhor naquele dia. Pude deslizar sobre suas águas, executando várias manobras como rolo, 360º.#

Nem todo mundo consegue ficar tão íntimo daquelas águas. Segundo a população local, a Pororoca escolhe seus amigos. Essa é uma das crendices bem à moda da Amazônia.

O povo da região tem muito respeito pelas pessoas aceitas nas águas da Pororoca.

Durante a premiação, rolou um ritual antigo onde pessoas importantes da comunidade nos brindaram com a honraria máxima: o “Título de Guerreira da Pororoca”.

Com isso, viramos defensoras da Pororoca. Ainda não sei muito bem o que fazer para cumprir com esse compromisso. Mas, da mesma forma como fui escolhida pela onda, também saberei como desenvolver isso no momento certo. #

Por enquanto, só posso desejar que todos conheçam esse fenômeno para que possam amar e respeitar a Pororoca.

O evento foi patrocinado pelo Governo de Amapá e prefeitura de Cutias do Araguary.

Salve a Pororoca! Salve a Amazônia! Salve o bodyboard!

Confira o resultado do evento:

1 Carolina Casemiro
2 Tatiana Delagrave
3 Gutta Borges
3 Juliana Pacheco

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.