Mar e Vida

Bodyboarder de alma

Sol, vida e mar atuam em perfeita harmonia no Tahiti. Foto: Arquivo Pessoal TB.

Que mar é aquele que parece não ter vida? Que mistério se esconde sob as águas negras deste vasto oceano sem nome? Por que se o sol bate tão ardente naquela maré, a cor continua sempre a mesma, azul escuro?

 

Os corais submersos são todos de cores mortas… Azul, preto, cinza, verde escuro. Por que as águas são tão mais frias que o clima, por que peixes são quase nunca vistos pelos arredores? As ondas não têm manchas marrons da areia, não tem cor verde claro, do sol…

 

Aquele mar parece não ter vida! Nem vento é comum de ser visto. Ondas pesadas e tubulares, porém, qual a graça de entrar num tubo cuja beleza da natureza não é encontrada?

 

O bonito da natureza é a vida. A única forma de usar algo sem vida pra criar uma nova natureza, é usando o poder humano!

 

Todavia, o que faz aquelas ondas se formarem com tanta perfeição? Lá não envolve amor pelo mar, pois aquilo não tem o que costumamos ver ou sentir.

 

O único atrativo é a vontade de descobrir o mistério de um mar perdido no meio do mundo numa praia de ondas congelantes e perfeitas. A única forma de chegar à uma resposta concreta é surfando. Junte seus pés-de-pato, sua prancha ou o que for, e descubra.
 
O que quero dizer é que mesmo não havendo vida, há coisas que com vontade podem ser usadas. Não perder as esperanças é um ponto importante a ser lembrado, por mais impossível ou inviável que possa ser seu sonho, se você desejá-lo do fundo de sua alma, irá conseguir. A alma é tudo.

 

Por que se não há vida, há surf? Porque bodyboard vai além da vida! Bodyboarder de alma!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)