Big riders estão em alerta no Hawaii

Os principais surfistas de ondas gigantes do mundo estão em alerta para a disputa da II Tow In World Cup, em Jaws, na Ilha de Maui, Hawaii.

 

A previsão é de que as  ondas ultrapassem os 25 pés na sexta-feira (10/01) e, assim, atinjam a condição mínima para a realização da única competição mundial de tow-in, modalidade em que o surfista é rebocado por um jet-ski para dentro de ondas gigantes.

 

Com a contusão do pernambucano Carlos Burle, que fraturou a pélvis e torceu o joelho esquerdo em Jaws, o parceiro dele, Eraldo Gueiros, ainda não sabe com que fará dupla na disputa, apesar de já existir uma fila de pretendentes.

 

?Tenho várias opções, tanto de brasileiros quanto estrangeiros. Para substituir o Burle tenho de encontrar alguém de alto nível e por isso não quero me precipitar. Mas posso garantir que se a Tow In World Tour acontecer nesta sexta-feira eu estarei na água?, disse Eraldo.

 

O maior problema, segundo ele, vai ser a falta de entrosamento. Afinal, a dupla, que ficou em terceiro lugar na Tow In World Cup no ano passado e surfou a maior onda do mundo em 2001, já está junta há quase cinco anos.

 

?O pior é que estávamos numa fase muito boa, com o equipamento certo. Quero contar com alguém que seja bom pilotando e surfando. Porém, por melhor que este surfista seja, nunca igualarei o entrosamento que tenho com o Burle?, lamenta Eraldo.

 

Além de Eraldo, mais três brasileiros estarão disputando a Tow In World Cup: o atual campeão Rodrigo Resende, que trocou o havaiano Garret McNamara com quem conquistou o título pelo baiano Danilo Couto, e Sylvio Mancusi, que fará parceria com o havaiano Manny Carabello.

 

Uma realização do Estudios Mega, empresa brasileira, a Tow In World Cup novamente bate o recorde de premiação por um título no surf. Ano passado, a dupla campeã levou US$ 70 mil e agora o prêmio será de US$ 100 mil.

 

Eraldo também deu mais detalhes sobre como aconteceu o acidente com Burle. Ele conta que após seu parceiro sair de uma onda e ficar na zona de impacto das demais, ainda se aproximou para fazer o resgate. Como Burle não conseguira se livrar da alça que prende o pé à prancha e outra onda estava chegando, Eraldo teve de sair com o jet ski.

 

Burle, então, tentou passar pela onda, levando a prancha para impedir que ela fosse jogada contra as pedras, deixando para mergulhar no último momento. Desta forma, foi jogado pelo lipe (parte mais alta) até a base da onda.

 

?Eu não cheguei a ver o que aconteceu, mas quando cheguei perto do Burle ele disse: irmão, acho que quebrei minhas costas, tá doendo muito. Ele já estava deitado sobre um jet ski maior e de lá foi direto para a ambulância?.

 

Eraldo lembra que na radiografia nada foi constatado, mas como Burle sentia muitas dores, o médico resolveu fazer uma tomografia, que revelou a pequena fratura (da grossura de um fio de cabelo) na pélvis. Segundo Eraldo, o médico disse que Burle iria precisar de dois meses para voltar a surfar, mas o recordista mundial ainda acredita que poderá aproveitar ao menos o fim do inverno havaiano.

 

?Ele vai ficar mais um mês no Hawaii para ver se consegue se recuperar. Caso veja que não poderá surfar no mês seguinte, voltará para o Brasil. Mas o Burle acredita que poderá voltar em um mês?.

 

Para obter mais informações sobre o evento, visite o site Tow In World Cup.com.

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