A gripe suína fez com que a comunidade de Barra de la Cruz fosse fechada por tempo indeteminado para a entrada de visitantes, até que as coisas se acalmem.
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Ainda sobre Barra de la Cruz, li um artigo escrito por um português na edição de março da revista Fluir, levada por um amigo para Zicatela no fim do mês. O texto citava algumas informações sobre problemas com os locais.
Coincidentemente, li a matéria em Puerto Escondido menos de 1 horas depois de retornar de La Jolla e confesso que não vi nada disso por lá.
Peguei altas ondas sem o menor incômodo dos locais. Pelo contrário, os locais, mesmo os citados na reportagem (alguns já estão fora de circulação, digamos assim) me receberam muito bem, como podem ver nas fotos da galeria.
Vi que os problemas citados pelo autor do texto na reportagem “A melhor direita do mundo do México” são fatos isolados naquele local.
Problemas maiores vi com dois israelenses, que, se aproveitando da boa recepção local e da pouca hostilidade que existe, se comportavam como se fossem os donos do pico, voltando das ondas, não respeitando a “fila” e ainda remando nas ondas dos forasteiros melhores posicionados.
Até que um inglês indignou-se e reclamou com ele, que, querendo ter um comportamento de local (daqueles mais ridiculos) foi pra cima do gringo. Esse, por sua vez, pouco hábil na prancha, demonstrou ser bem hábil nas artes marciais e humilhou o xarope de Israel com um belo de um caldo no meio do line up, com apoio da galera forasteira e local.
Humilhado e indignado, o israelense saiu da água acompanhado de seu puxa-saco e foi buscar pedaços de pau e um facão. O que estava com as madeiras permaneceu na praia, enquanto o que havia levado o couro entrou na água com um machadinho para acertar as contas com o tal inglês.
Dai entrou em cena o pessoal do “deixa disso”, não permitindo que o cara armado chegasse perto do inglês, que apenas tinha se defendido do ataque do agressor, que por sua vez saiu da água mais irritado ainda.
O que ele não esperava é que a comunidade de Barra de La Cruz tem sua própria policia, acionada pelos moradores que presenciaram a cena. Resultado: agressor na jaula e altas ondas no dia seguinte, com um grande astral na água.
Conto isso por dois motivos: não senti o feeling repassado pelo colunista lusitano, e os únicos problemas que presenciei foram protagonizados por forasteiros que se acham locais, embora eu tenha escutado de um local de verdade de lá (que não são os meninos citados na matéria).
Mais uma dessa e eles não voltam nunca mais. E que a fama de bagunceiro no pico não pertence mais aos brasileiros, e sim aos israelenses, cada vez mais presentes ao line up mexicano e se achando mais donos das ondas do que os reais donos.
Resumindo, o lugar continua tranquilo, mas muito crowd em função de ser apenas um pico e da repercussão do WCT promovido pela Rip Curl, que acabou afetando o clima cool! Respeito ainda é a palavra-chave no local. Os locais estão lá e as melhores ondas acabam, quase sempre, na mão deles. Mas as outras…
