Barco pesqueiro encontra a bóia do Lahimar

A boa notícia da localização da bóia veio no mesmo dia em que a equipe do Laboratório de Hidráulica Marinha (Lahimar), do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), deu por encerradas as tentativas de resgate do ondógrafo direcional Waverider.

 

No final da tarde da última terça (22/04), dia do descobrimento do Brasil, um barco de pesca da empresa Leardini “descobriu” o equipamento flutuando a cerca de 80 quilômetros da costa da Ilha de São Francisco do Sul, no extremo norte de Santa Catarina.

 

De acordo com o professor Elói Melo, responsável pelo Lahimar, a bóia foi levada para o cais da empresa, às margens do Rio Itajaí, na cidade de Navegantes.

 

Um caminhão da UFSC foi deslocado até o local para levar o ondógrafo de volta à capital, Florianópolis. “Foi  muita sorte ter encontrado essa bóia no meio do mar. Mas uma pouquinho de sorte não faz mal a ninguém”, brincou Melo, demonstrando alívio.

 

O professor informa ainda, que se tudo estiver bem com o aparelho, serão efetuados os procedimentos para recolocá-lo no mar, a fim de restabelecer o serviço de monitoramento da agitação marítima da costa catarinense. “Isso vai envolver um monte de trabalhos e depende da ajuda do IBAMA. Mas o importante é que conseguimos trazer a ‘bóia da UFSC’ de volta para casa”, salienta Elói Melo.

 

O ondógrafo se desgarrou de suas amarras, que ficam numa profundidade de 80 metros, cerca de 35 quilômetros ao leste da praia da Armação, no sul da Ilha de Santa Catarina, no sábado retrasado.

 

A bóia do Lahimar é uma esfera de aço, de um metro de diâmetro. Ela possui uma antena e uma pequena luminária no topo. Há uma haste metálica de forma triangular, presa na sua “cintura”, que a protege de choques mais bruscos. E, no seu interior, um supercomputador completa a estrutura de aproximados US$ 45 mil.

 

Desde o final do ano passado, quando foi reformada após ter se soltado pela primeira vez, ela está pintada de amarelo com inscrições do Lahimar e da UFSC. De volta à terra firme, deve passar por nova reforma visual.

 

O aparelho é a peça chave do Programa de Informação Costeira On-line (PIC) que, por sua vez, é fruto de um projeto de pesquisa do Lahimar/UFSC, patrocinado pelo CNPq e FUNCITEC. Além da captação de dados para os trabalhos de pesquisa do laboratório, esse projeto também tem como objetivo a prestação de um serviço de utilidade pública pioneiro às comunidades costeiras do Brasil, disponibilizando informações sobre o estado do mar em tempo real via internet.

 

 

 

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