Recebi uma ligação do Lula Menezes, da fábrica de pranchas Wet Works, me convidando para fazer uma matéria na Itália, junto com o Pedro Henrique, campeão mundial Junior em 2000.

 

Automaticamente liguei para o Pedrinho, ainda sem imaginar como seria a viagem, pois nunca  pensamos em surfar na Itália.

 

Lula nos mandou algumas imagens por e-mail. Eu não consegui abrir e fiquei no suspense até chegar em Sardenha, uma ilha localizada no mar Mediterrâneo.

 

No entanto, Pedrinho havia visto as imagens e falou que tinha uma direita e uma esquerda perfeita.

 

Agora não é a melhor época, pois swells têm um período curto de dois a quatro dias e, quando acabam, o mar fica totalmente flat.

 

Só com a entrada de outra ondulação é possível surfar. Chegando em Sardenha, Paolo Fortii, Marco Urtis, Stefano Giuliano, Antimo e o fotógrafo Andrea Della nos receberam com uma energia muito boa e com uma hospitalidade incrível.

 

Dormimos tarde e acordamos cedo, pois as ondas já estavam boas há dois dias e estavam baixando. Sardenha é considerado o melhor lugar de ondas na Itália.

 

Dois dias na região já deu para ter uma idéia do potencial: mais de 60 picos de beach breaks e a point breaks alucinantes.

 

A costa é recortada com varias baías e diversos fundos de pedra. A principal  fonte de renda é a lã, pois a ilha conta com diversos pastos com muitas ovelhas – o que é comum em toda a Europa.

 

Os picos que surfamos ficam ao Sul da ilha. Um beach break estilo o Nordeste do Brasil e, como o mar Mediterrâneo, tem a mudança da maré quase zero. Se tiver onda, a maré não influência.

 

Os dois outros picos que fomos foram em Laguna, um fundo de coral com uma onda que quebra para os dois lados. Uma direita rápida e buraco, e uma esquerda perfeita e longa.

 

Antes de pegarmos o ferry boat para o continente, paramos em uma praia paradisíaca para darmos uns mergulhos. Valeu a pena, pois foi alucinante.

 

Passamos a noite num ferry boat, que tinha uma infraestrutura muito boa, com quarto, ducha, restaurante etc. Chegando ao continente, visitamos a famosa Torre de Pisa, pois o mar estava flat. Talvez um novo swell encoste nos próximos dias.

 

Queríamos agradecer muito a atenção que  Paolo, Marco, Stefano e Andrea nos deram e ao pessoal da Wet Works por este convite inesquecível para nós dois. Grazie!

 

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