Área de Proteção Ambiental

Baleia e Sahy ganham status

 

Praias da Barra do Sahy (foto) e da Baleia, em São Sebastião (SP), ganham status de Área de Proteção Ambiental. Foto: Munir El Hage.

As badaladas praias da Baleia e Barra do Sahy, no sul de São Sebastião (SP), uma das mais belas regiões da costa brasileira, ganham um novo status em sua formação, a Área de Proteção Ambiental (APA) Baleia/Sahy.

 

Comparada ao ‘pantanal mato-grossense dentro da planície costeira’, devido às riquezas naturais e à biodiversidade, a APA Baleia/Sahy tem a finalidade de proteger o uso racional e disciplinado dos recursos ambientais, inclusive suas águas e os ecossistemas costeiros e marinhos, contra a degradação e a poluição, evitando a caça predatória, fomentando o turismo ecológico e promovendo o desenvolvimento sustentável do município.

 

Com mais de 1 milhão de metros quadrados, a APA contará com três setores: proteção ambiental e as zonas de amortecimentos 1 e 2.

 

Haverá também a regulamentação de atividades como pesquisa científica, manejo sustentável de recursos marinhos necessários à garantia de qualidade de vida das comunidades tradicionais, pesca amadora e esportiva, moradia e extrativismo, ecoturismo, surf e mergulho, além de educação ambiental relacionada à conservação da biodiversidade.

 

O projeto de autoria do Executivo, também será inscrito no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação do Ministério do Meio Ambiente – CNUC.

 

O prefeito de São Sebastião, Ernane Primazzi, destacou que todo o diagnóstico do local foi elaborado por técnicos da prefeitura, o que possibilitou a criação desta nova Unidade de Conservação. “Um marco, uma grande conquista não apenas para o município, mas para o meio ambiente”, comemorou. 

 

Ainda de acordo com o prefeito, ao longo do tempo a área vem sofrendo pressão imobiliária e ambiental, o que motivou a criação da APA. “É uma reserva ecológica dentro de São Sebastião, com espécies da fauna e da flora de grande importância ao ecossistema”, frisou Primazzi, que também destacou que com este formato há instrumentos jurídicos para uma fiscalização mais efetiva.

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