
O Festival Petrobras de Surf rolou entre os dias 10 e 12 de dezembro na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
O evento reuniu os dez melhores surfistas nas categorias Masculino, Feminino e Longboard dos circuitos Petrobras em 2004.
A prova teve um formato diferente, conhecido como tag team. O formato consiste basicamente no revezamento de três atletas (um surfista profissional, uma surfista profissional e um longboarder).
As baterias tinham duração de 45 minutos, sendo que quatro equipes disputavam a mesma bateria e cada atleta tinha que surfar três ondas obrigatoriamente até o final da disputa.
As equipes ficavam posicionadas em seus respectivos ?boxes? e, uma vez iniciada a bateria, nenhum elemento podia sair do ?box? a não ser para entrar na água.
Cada competidor tinha aproximadamente 15 minutos para surfar três ondas.
Ao sair da água, o atleta tinha que entrar no ?box? da equipe e bater na mão do companheiro, que só então entrava no mar para pegar suas três ondas, assim sucessivamente até que os três finalizassem a série e a bateria fosse encerrada.
A primeira equipe que terminasse o revezamento antes de o tempo acabar ganhava como bônus dois pontos extras.
Se um competidor surfasse uma onda a mais, era computada uma interferência para aquele competidor. Aí, ao sair da água, ao invés de revezar, ele deveria permanecer por cinco minutos sentado na frente do palanque.
Somavam-se nove ondas por cada equipe, que posteriormente eram avaliadas pelos juízes que soltavam uma média. Depois era feita uma média aritmética, eliminando a maior e a menor nota atribuída por cada juiz em cada onda. A soma total das médias indicava a classificação na bateria e na classificação geral.
Cada equipe disputou três baterias, sendo que o melhor somatório das três serviu para a classificação geral na primeira fase. As quatro equipes com maior somatório seguiram para o dia decisivo, com disputas entre o primeiro, segundo, terceiro e quarto classificados.
Os 36 atletas foram divididos em 12 equipes e os nomes das equipes correspondiam às plataformas de exploração da Petrobras.
Veja quem participou:
Coral ? Brigitte Mayer, Teco Padaratz e Marcelo Freitas
Garoupa ? Elisa Costa, Beto Fernandes e Olimpinho
Dourado ? Francisca Pereira, Sávio Carneiro e André Luis
Roncador ? Suelen Naraísa, Flavio Costa e Carlos Bahia
Jubarte ? Juliana Quint, Alexandre Almeida e Robledo Oliveira
Anchova ? Jenne Hunter, Leandro Bastos e Kleber Cruz
Pargo ? Juliana Guimarães, Anselmo Correia e Picuruta Salazar
Marlin ? Taís de Almeida, Pablo Paulino e Augusto Saldanha
Espada ? Ana Paula, Claudemir Lima e Thiago Mariano
Albacora ? Michaela Fragonese, Rafael Becker e Jeremias da Silva
Pescada ? Silvana Lima, Tadeu Pereira e Eduardo Bagé
Merluza ? Gabriela Rangel, Gustavo Fernandes e Jaime Viúdes
Clique aqui e confira a galeria de fotos do Festival Petrobras
##

As equipes classificadas para o dia decisivo foram: Pargo, Pescada, Roncador e Coral.
A Equipe Coral, que chegou até a terceira rodada com os dois melhores somatórios do campeonato, não conseguiu manter seu favoritismo e acabou em quarto lugar.
Mesmo com o contratempo de Picurura Salazar, que quebrou seu longboard preferido na primeira onda, a equipe Pargo venceu a equipe Coral garantindo o terceiro lugar.
A final foi alucinante.
Seis grandes nomes do surf brasileiro se enfrentando ao mesmo tempo, sendo um mais motivado que o outro para representar bem a sua equipe e ganhar o campeonato.
Suelen Naraísa, Flávio Costa e Carlos Bahia X Silvana Lima, Tadeu Pereira e Eduardo Bagé. Dois times de peso que só podiam resultar em show de surf para a galera!
A bateria final teve duração de uma hora, devido às condições do mar. Depois de muito esforço e muito surf, a equipe Roncador acabou levando o caneco para casa e subiu no lugar mais alto do pódio.
Suelen Naraísa, que já havia competido em um campeonato com formato tag team, no mundial Amador Júnior na África do Sul, garante que sua experiência com esse tipo de campeonato lhe ajudou muito. “Estava tranqüila porque já sabia o que tinha que ser feito?.
Sua equipe, última colocada na primeira rodada, não entregou os pontos e acreditou no ditado de que os últimos serão os primeiros. ?Depois da primeira rodada a equipe ficou mais calma e, a partir daí, os três começaram a pegar ondas boas?.
?Num campeonato individual, é cada um por si, mas em equipe, um ajuda o outro, nós três nos apoiamos o tempo inteiro?, diz Naraísa. A vice-campeã brasileira continua com o ritmo forte nas competições e marcou notas importante para sua equipe, como num tubo que lhe rendeu 7,33 pontos.
Carlos Bahia, longboarder integrante da equipe de Suelen, sabia que teria que dar o máximo de si nas baterias para não prejudicar a equipe. ?Esse não é um campeonato individual, a responsabilidade é maior e a adrenalina vai a mil. Estava tranqüilo porque meu penteado tem me trazido bastante sorte?, disse Bahia.
Silvana Lima também foi um dos destaques. Com o surf cada vez mais radical, a cearense quebrou as ondas da Barra e levantou o público na areia. Na semifinal, Silvana fez a diferença na equipe e, somando 8,32, 5,5 e 3,0 garantiu o passaporte para a final.
Mesmo mostrando muita disposição nas ondas, mandando floaters alucinantes, Silvana admite que a dinâmica do campeonato é uma loucura. “Surfar três ondas, sendo que essas têm que ser muito boas, em apenas 15 minutos é muito cansativo!?, afirmou Lima.
Clique aqui e confira a galeria de fotos do Festival Petrobras