Baianos mostram o massacre nas ondas

Em um momento de explosão dos avanços tecnológicos e dos meios de comunicação, somos impulsionados a descobrir o verdadeiro potencial das ondas brasileiras. Nesse início de década, século e milênio, temos bons exemplos de como o potencial de nossas ondas é bem maior do que acreditávamos ser. É o caso da Ilha dos Lobos no Rio Grande do Sul e os recém descobertos fundos de pedra no Espírito Santo – D2 e Bin Laden.

 

Vou contar uma história um pouco diferente. Estamos aqui para apresentar ao país o poder da onda baiana que muitos conhecem por meio de outras ondas, como o Farol de Itapuã.

 

A onda de que estamos falando não é um secret entre os surfistas e vem sendo surfada

desde os anos 70, mas nem todos arriscam a caída no pico por se tratar de um fundo de pedra que se chama Massacre. O nome não é nada convidativo e quando está quebrando com toda força, faz jus ao seu nome. O Massacre é um pico que começa a funcionar com menos de meio metro e em dias perfeitos seus tubos fazem a cabeça dos mais exigentes.

 

Mas, em dias como o desse último swell, só os guerreiros mais bravos – é o caso de Bernardo Puertas e Cícero Spinola da EBB, se aventuram neste pico. Podemos confundir as imagens com o visual de terras distantes. Uma onda para poucos.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.