
Em um momento de explosão dos avanços tecnológicos e dos meios de comunicação, somos impulsionados a descobrir o verdadeiro potencial das ondas brasileiras. Nesse início de década, século e milênio, temos bons exemplos de como o potencial de nossas ondas é bem maior do que acreditávamos ser. É o caso da Ilha dos Lobos no Rio Grande do Sul e os recém descobertos fundos de pedra no Espírito Santo – D2 e Bin Laden.
Vou contar uma história um pouco diferente. Estamos aqui para apresentar ao país o poder da onda baiana que muitos conhecem por meio de outras ondas, como o Farol de Itapuã.
A onda de que estamos falando não é um secret entre os surfistas e vem sendo surfada

desde os anos 70, mas nem todos arriscam a caída no pico por se tratar de um fundo de pedra que se chama Massacre. O nome não é nada convidativo e quando está quebrando com toda força, faz jus ao seu nome. O Massacre é um pico que começa a funcionar com menos de meio metro e em dias perfeitos seus tubos fazem a cabeça dos mais exigentes.
Mas, em dias como o desse último swell, só os guerreiros mais bravos – é o caso de Bernardo Puertas e Cícero Spinola da EBB, se aventuram neste pico. Podemos confundir as imagens com o visual de terras distantes. Uma onda para poucos.