
Logo em meu segundo dia em Cronulla o swell chegou e o vento virou pra terral, além do sol. As previsoes se confirmavam.
Cheguei após as sete da manhã em Shark Island. É tarde porque a mare cheia ideal para boas condições acontecia próxima às seis horas. A atual fase da lua proporciona grandes e rápidas variações.
Traduzindo: A maré seca e enche muito rápido. Com o tradicional crowd: David Ballard, Andrew Lester, Wazza e cia fazendo a mala.
Filmei algumas ondas de fora, telefonei do orelhão para o fotógrafo Tim e disparei pra água.

O mar estava animal, um sonho diante dos meus olhos. Séries de dois metros sólidos explodindo na bancada com baforadas e bolas de espuma animais!
O sol, que nasce por trás das ondas, deixa elas com uma cor maravilhosa. Foram duas horas e meia de muitos tubos.
No final, a maré secou muito e ficou perigoso demais. Sem contar o fato das ondas começarem a fechar.
Cheguei a arrastar a cabeça na pedra, em uma das últimas ondas. Nada demais aconteceu. Essa situação aconteceu três vezes na minha carreira: em um pico próximo ao Campeche (SC), em Pipeline e agora em Shark Island.
Andrew Lester dominou a session e pegou a maior onda do dia, uma besta que entrou por trás da bancada, especialmente para ele.
Tive muita dificuldade para pegar as boas devido ao crowd, mas consegui os melhores tubos da costa leste australiana.
Outro swell está previsto para o final da semana, na sequência sigo viagem. A dúvida é se paro no Tahiti – onde as previsões não são animadoras – ou se vou direto pro Chile, antes de voltar ao Brasil.
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