Esta foi a segunda temporada no Chile do correspondente Jorge Baggio.
Na primeira vez em que esteve lá, as ondas estavam maiores, com cerca de 15 pés em El Gringo, pico com fundo de pedras situado na cidade de Arica – e conhecida como uma das ondas mais perigosas do planeta.
As ondulações dessa trip não passaram dos 10 pés e foram muito rápidas.
Como a previsão indicava cinco dias sem ondas no Chile e um swell atingiria o litoral catarinense, Baggio antecipou seu retorno para o Brasil.
Confira as coordenadas do atleta para se dar bem no Chile:
– O Norte do Chile é uma boa opção para quem gosta de ondas grandes e tubulares. Por ser um dos lugares mais constantes do mundo, o encontro com um bom swell é quase garantido.
– O mar na região possui grandes profundidades que chegam há seis mil metros. Isso faz com que as ondas quebrem com muita força ao encontrarem com os rasos reef breaks.
– O crowd, na sua maioria, é composto por muitos bodyboarders locais e alguns australianos e argentinos.
– Para se ter uma idéia, o principal assunto depois da session em El Gringo é ?quanto pagaste hoy”, expressão que se refere a “vacar”. Isto é, pagar o preço da onda.
– O Norte do Chile é dividido em duas regiões: Arica e Iquique.
– Arica é uma cidade no extremo norte, distante 30 quilômetros do Peru. Lá está a famosa onda de El Gringo. Ela fica na Isla de Alacran, um quilômetro ao sul do centro da cidade e funciona com qualquer direção de swell. Se for de Sul, rolam boas esquerdas de até 6 pés, que podem chegar aos 10 pés.
– Acima de 6 pés, e chegando aos 20 pés, quebra a direita de El Gringo, que funciona melhor com swell de Norte.
– Baggio recomenda acordar cedo, pois o vento, quase sempre Sul, chega no final da manhã. Daí a opção pode ser cair em La Isla, uma esquerda divertida, protegida do vento no lado Norte da Isla.
– Iquique é um nome indígena que significa sonhar. Os índios costumavam descansar no local, pois a região é cercada por grandes montes e quase não venta forte. São cerca de seis quilômetros com diversas bancadas.
– O destaque fica para Intendencia, talvez a onda mais buraco da América do Sul. Uma esquerda que quebra abaixo do nível do mar e lembra Shark Island.
