Bagé representa Brasil em Noosa Heads

Neste momento estou de saída da Austrália, onde participei do Noosa Heads Longboard Festival, uma das mais tradicionais etapas de longboard do mundo, entre os últimos dias 2 e 6 de março.

 

Confira a galeria de fotos do Noosa Heads Longboard Festival.

A décima primeira edição da prova, válida pelo circuito australiano, reuniu lendas do surf local e mundial, que só ingressam no evento se forem convidados.

 

Fui a convite do meu amigo aussie Lucas Proudfoot e, como estava na lista da festa, fui dar aquele confere.

 

O evento já foi prestigiado por lendas do esporte como Greg Noll, Nat Young, Ray Gleave, Bonga Perkings, Joel Tudor, atual bicampeão mundial, entre outros. O local Thomas Grant foi o campeão do evento este ano. 

 

Entre os estrangeiros que competiram, destaque para o atual campeão europeu Romain Mourain e os norte-americanos Kassia, Belen e Kevin Connely.

 

Ao chegar, encontrei também vários surfistas europeus, que fugiam do inverno no velho continente. Beau Young, que não apareceu, e Duane Penga foram os seus anfitriões. A galera do tandem também marcou presença em uma bela demostração.

 

A ondas de Noosa lembram um pouco as do Quebra-Mar de Santos, que quando quebra dá altas. Porém, quando o swell entra, junta umas quatro sessões, que segunda reza a lenda local, forma uma pista de quase 1 km de extensão. Algumas fotos que vimos nas surf-shops locais confirmaram isso.

 

O swell não estava muito forte, mas a galera se divertiu muito. Meu amigo Lucas, que largou as competicões para se dedicar a sua banda, quase não surfou. Eu, a galera Oz e os europeus não saíamos da água, enquanto o fotógrafo Marcelo Blois não parava de clicar.

 

Na competição, como em qualquer outro lugar do mundo, os estrangeiros precisam fazer 10 para ganhar 7, ou fazer como o Olimpinho em Haleiwa, em 1996, que fez 12 para ganhar 10.

Como a galera não fez, o free-surf era a solução. Ondinhas iradas quebravam nas sessões de National and T-3? Era só escolher e mandar ver. Na Austrália quase todo mundo surfa, a garotadinha, que usa pranchas 8 pés, as meninas, mãe, vós e vôs, que curtem o old style.

Para quem gosta de curtir a natureza, vale muito a pena essa trip, mas não faça como eu, que fiquei somente uma semana. Essa é uma viagem para ficar pelo menos duas. O ambiente de praia está em todos os lugares e o pico conta com bons hotéis, restaurants e um povo super educado.

 

O clima continuou bom, o swell ficou devendo pra galera, mas a diversão rolou solta com a galera dentro d’água. Lucas deve estar agora arrebentando com a galera de sua banda, Max Judo, numa festinha da ASP lá na Gold Coast.

 

O tempo está acabando e o avião já está quase partindo. A mulher da companhia aérea diz no microfone: “Bagé!!! Será que podemos ir?”.

 

Galera, não sou de escrever e podem acreditar que foi dificil pra caramba. Mas as imagens valem mais que mil palavras?

To indo, peraiiiiiii!!! Ô mulherzinha apressada, essa? Deve ser herança da velha pontualidade britânica e o vôo não pode atrasar nem um minutinho.

Até mais…

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