Quantas vezes você caiu no mar após colocar um som do Bad Religion para instigar a queda? Ou foi pego vidrado naquela session em clássicos como Momentum I ou Momentum II, também embalada pelas músicas rápidas, repleta de temas sociais e ideológicas da banda. Há 30 anos na estrada, o tradicional grupo de punk rock americano Bad Religion apresenta-se nesta quinta-feira na casa de shows Via Funchal, em São Paulo.
Conhecido por suas letras com temas sociais e pela habilidade para expressar sua ideologia por intermédio do uso de metáforas, o grupo já passou por diversas mudanças, sendo que o vocalista Greg Graffin é o único músico presente em todos os álbuns lançados.
Atualmente, estão na banda três integrantes do quarteto original, além do vocalista Greg estão o guitarrista Brett Gurewitz e o baixista Jay Bentley – fora em um álbum. Destaca-se também o guitarrista Greg Hetson, que ingressou em 1984 e não mais saiu.
Bad Religion é uma das poucas bandas punks americanas da década de 80, que sobreviveu sem perder o respeito dos fãs e identidade musical, mesmo após assinar com uma grande gravadora e assimilar influências de outros estilos. Com mais de 15 álbuns lançados é a banda punk que mais vendeu discos na história.
Seu mais novo álbum “The Dissent Of Man”, lançado em setembro de 2010, teve uma grande aprovação pelos fãs e crítica. Os shows da banda no Brasil serão uma grande festa em comemoração à longevidade do grupo e também uma maneira de retribuírem o apoio que recebe dos fãs brasileiros, durante todos esses anos de estrada.
O grupo nasceu em Los Angeles, Califórnia, em 1979 pelos estudantes do ensino secundário Greg Graffin (vocal), Jay Bentley (baixo), Jay Ziskrout (bateria) e Brett Gurewitz (guitarra), este último também conhecido como “Mr. Brett”. Suas maiores influências estão nas primeiras bandas de punk rock tais como Ramones, Black Flag e The Clash, além de Beach Boys, Elvis Costello, Todd Rundgren, The Jam e Nick Lowe.
Em 1981 a banda lançou seu primeiro EP, homônimo, através da gravadora própria, Epitaph Records, gerenciada por Gurewitz. Os álbuns “No Control” (1989) e “Against the Grain” (1990) aumentaram a popularidade da banda, seguidos de “Generator” (1992). Em 1991, antes das sessões de gravação de “Generator”, o baterista Pete Finestone deixou a banda para focar-se em outro grupo, The Fishermen, recém-contratada por uma grande gravadora.
Também em 1991 rolou o lançamento do primeiro álbum de compilação, 80-85, uma repacotamento de “How Could Hell Be Any Worse?”, “Bad Religion” e “Back to the Known”, além das três contribuições da banda para o EP “Public Service”. Esse álbum está atualmente fora de circulação, substituído pelo relançamento de “How Could Hell Be Any Worse?” de 2004, com a mesma lista de faixas.
Com o sucesso do rock alternativo e do grunge na grande mídia, a banda deixou a Epitaph Records para assinar contrato com a Atlantic Records, re-lançando então seu sétimo álbum de estúdio, “Recipe for Hate” (1993), agora em uma grande gravadora. O álbum foi seguido de “Stranger than Fiction” (1994). Gurewitz deixou a banda novamente logo após seu lançamento e foi substituído como guitarrista por Brian Baker, ex-membro de bandas como Minor Threat e Dag Nasty.
Com a saída de Gurewitz, Greg tornou-se o principal compositor da banda. Em 4 de março de 1998, “Stranger than Fiction” tornou-se recebeu a primeira certificação da RIAA para a banda, com mais de meio milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos.
Após mais alguns lançamentos, o Bad Religion sofreu uma queda de popularidade e saiu da Atlantic Records em 2001 para retornar à Epitaph Records. Brett Gurewitz voltou ao grupo em tempo para gravar “The Process of Belief” (2002). O próximo álbum, “The Empire Strikes First”, foi lançado em junho de 2004. os dois álbuns são considerados um retorno às origens da banda, em oposição ao seu período na Atlantic.
A banda relançou versões remasterizadas digitalmente de vários de seus álbuns, incluindo “How Could Hell Be Any Worse?”, “Suffer”, “No Control”, “Against the Grain” e “Generator”. O relançamento de “How Could Hell Be Any Worse?, apesar do nome igual ao primeiro álbum, contém o mesmo material da compilação 80-85, incluindo o primeiro EP, “Public Service”.
Em abril de 2007, rola o retorno da banda à América do Sul. Foram cinco concertos em três países (Chile, Argentina e Brasil). Em terras brasileiras foram três shows: Curitiba (PR), São Paulo e Rio de Janeiro. Em 10 de março de 2007 , mais um cd foi lançado, o álbum, “New Maps of Hell”. O último lançamento da banda é “The Dissent Of Man” no dia 28 de setembro de 2010, totalmente aprovado pelos fãs.
Serviço: Bad Religion no Via Funchal
Pista – R$ 140
Mezanino – R$ 180
Camarote – R$ 200
Data:
13 de outubro
Horário: 22h00