
Os irmãos paraenses Sandro Rogério e Sérgio Roberto fizeram a festa na etapa de abertura do circuito brasileiro de surf na pororoca.
A prova foi realizada entre os últimos dias 28 e 31 de março no rio Amazonas, na ilha do Marajó (PA), e contou com seções de meio a 1 metro.
Na decisão, Sandro e Sérgio não conseguiram pegar a onda e tiveram de dividir a premiação. O campeão ficaria com R$ 5 mil, enquanto o vice levaria R$ 2 mil.
Ambos saíram da ilha do Marajó com R$ 3,5 mil na conta. “Foi uma pena. Queria muito ganhar os 5 mil, mas infelizmente a onda nos enganou e ficamos para trás”, lamenta Sandro.

“Como ela já estava terminando, não havia mais tempo para a equipe de resgate nos deixar numa seção mais adiante”, finaliza o atleta de 30 anos, mais conhecido como Buguelo.
Para chegar à decisão, Buguelo derrotou o baiano Bruno Galini (substituto do catarinense Tomas Hermes, que está contundido) e o paranaense Serginho Laus.
Seu irmão também fez bonito. Passou pelo maranhense Álvaro Bacana e o cearense Adilton Mariano, bicampeão brasileiro de surf na pororoca.
Foi a segunda derrota de Adilton em ondas fluviais. A primeira foi para o paranaense Gil Cordeiro, há cerca de dois anos. “O Serginho Roberto pegou a parte boa da onda e não deu mole. Fiquei meio preso na espuma, só depois abriu uma parede alucinante pra mim, mas a sirene tocou e já era tarde. Parabéns para o Serginho, ele mereceu ganhar”, diz o humilde Adilton, vencedor de oito provas na pororoca.
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Roubadas – Como não poderia deixa de ser, a trip foi marcada foi diversas roubadas, ou melhor, “toucas”, como dizem os paraenses.
O primeiro a marcar touca foi o cearense Adilton Mariano, que dormiu na sala de embarque do aeroporto de Belém.
Quando acordou, toda a galera já estava em Macapá (AP), de onde sairia o barco para a Ilha do Marajó.
“Estava cansadão e fui tirar um cochilo num banco mais afastado da galera. Dei mole”, conta Adilton. O vôo estava marcado para as duas da manhã. Quando acordou, já eram 3 horas.

Para a sua sorte, o barco sairia de Macapá apenas à noite. O cearense desembarcou na capital amapaense às 13 horas e teve de agüentar a zoação da galera.
Outro que “marcou a famosa touca” foi Stanley Gomes, representante do Amapá na competição. O cara apareceu no barco diveras vezes durante o dia e sabia que a galera partiria assim que a maré enchesse.
Uns 15 minutos depois de finalmente sairmos em direção ao Marajó, alguém comenta que está faltando o Stanley.
Chateado, Noélio Sobrinho vai até o comandante e pede que o barco retorne para buscar o amapaense. É lógico que Stanley não escapou de uma sonora vaia ao entrar no barco.
Logo na primeira noite da barca, a galera levou um verdadeiro susto num local chamado Canal do Perigoso, situado no rio Amazonas. Por pouco o barco não virou ao ser pego no meio da noite pelo fenômeno.
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Resultados
1 Sandro Rogério (PA) R$ 3,5 mil
1 Sérgio Roberto (PA) R$ 3,5 mil
3 Adilton Mariano (CE) R$ 1 mil
3 Serginho Laus (PR) R$ 1 mil
5 Álvaro Bacana (MA) R$ 250
5 Bruno Galini (BA) R$ 250
5 Rogério Barros (PA) R$ 250
5 Stanley Gomes (AP) R$ 250