Uma comitiva financiada pelo governo da Austrália esteve no Brasil na última semana com o objetivo de promover o intercâmbio brasileiro em território australiano e coordenar uma ação de marketing inédita no país.
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David Cox e Frances Widdison, representantes de escolas e hotéis da Gold Coast, chegaram a São Paulo (SP) na última sexta-feira e marcaram presença no Salão do Estudante 2012, a maior feira de intercâmbio da América Latina.
Acompanhados pelo brasileiro Alain Ruthemberg, proprietário da agência Australia Go, uma das maiores especializadas no assunto, eles trouxeram a notícia de que o governo aussie deve investir pesado no Brasil nos próximos cinco anos.
A intenção é atrair novos estudantes brasileiros para um dos paraísos do surf mundial. A Gold Coast é palco dos principais campeonatos e proporciona ótima infra-estrutura para receber turistas dispostos a aprender a língua inglesa.
A recente facilitação do visto de entrada do passaporte brasileiro na Austrália, além do crescente fortalecimento da economia do Brasil, foram fatores apontados por Cox, diretor da agência Gold Coast Tourism, para o investimento em campanhas de marketing voltadas ao estudante no Brasil.
“O Brasil tem um apelo muito forte para o intercâmbio. Estamos olhando sério para o mercado brasileiro, pois nunca fizemos este tipo de ação ou estratégia para investir no Brasil”, explica Cox, representante da prefeitura de Gold Coast e que coordena uma equipe de 50 pessoas ligadas ao projeto na Austrália.
Alain Ruthemberg será o responsável por coordenar a campanha de marketing inédita. As publicidades serão voltadas para veículos de comunicação que atinjam o estudante, além de explorar paixões em comum entre os dois países, como o surf, por exemplo.
“É um plano a longo prazo. Nunca ninguém da Austrália havia apostado na mídia especializada. Faziam o marketing tradicional em campanhas do governo. O intercâmbio movimenta todo um mercado que envolve equipamentos, passagens, roupas, ou seja, queremos atingir esse meio também”, diz Alain.
David Cox revela que a estratégia do governo surgiu da necessidade de fazer o mercado de educação australiano reagir. Segundo ele, depois de muitos anos de crescimento, houve uma queda na procura por intercâmbios no país. Só nos dois últimos anos, este mercado sofreu uma redução de 20%. No início do século o crescimento chegou a 30% ao ano.
“O investimento vai acontecer. É o momento certo para entrarmos no mercado brasileiro. Temos fundos da prefeitura de Gold Coast para os próximos cinco anos. Escolhemos o Brasil porque é uma democracia estável, a economia vai muito bem e os brasileiros costumam se dar muito bem com os australianos. Vimos um potencial inexplorado aqui”, relata Cox.
No início de fevereiro, a Austrália facilitou o visto de turista ao brasileiro. O programa prevê a isenção de entrevistas para obtenção de vistos com três meses de permanência no país e o processo é feito via internet. Tudo leva menos de uma semana para ficar pronto.
Surpreendida com o tamanho da capital paulista, a australiana Frances Widdison, representante da Study Gold Coast, aponta algumas vantagens da Austrália em relação aos outros países na hora da escolha do intercâmbio.
“Na Austrália, há um hábito de viajar um ano depois de terminado o colegial. O fato de viajar para um lugar bacana, estável e com qualidade de vida impecável faz a pessoa crescer muito, além de aprender uma nova língua, claro, e expandir suas fronteiras”, diz Widdison.
“As pessoas pensam que Gold Coast é uma região da Austrália, não uma cidade. É a maior cidade do país sem ser capital. Queremos apresentá-la aos brasileiros”, finaliza a australiana.
Para saber mais sobre o intercâmbio na Austrália, acesse o site Australia Go.