Luis Paulo Mota Brentano, assassino de Ricardinho, será o último a depor no processo militar. Foto: Reprodução
Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (19), a Polícia Militar detalhou o andamento do processo militar contra o soldado Luis Paulo Mota Brentano, acusado de matar o surfista Ricardo dos Santos, em Palhoça. O coronel Carlos Eduardo Orthmann, corregedor-geral da PM, afirmou que o processo foi instaurado em meados de fevereiro e, perto do prazo de 30 dias, será estendido por mais 30. A sentença do soldado Mota, lotado em Joinville, poderá ser desde uma advertência até a expulsão da corporação.
Nesta quinta-feira foram ouvidas cinco testemunhas diretas do homicídio: o avô de Ricardinho, Nicolau dos Santos, 64 anos, o tio Mauro da Silva, 35 anos, o policial militar que prendeu o soldado Mota, um bombeiro que socorreu o surfista na praia da Guarda do Embaú e uma testemunha que passava pelo local. Ao todo, serão ouvidas 23 testemunhas relacionadas também a outras acusações contra o réu, bem como colegas de farda. O último depoimento será do próprio soldado Mota.
De acordo com Andrei Malhado, que atua como porta-voz da família da família sobre o caso, os depoimentos dos familiares são sigilosos. Ele preferiu não detalhar o teor deles, mas confirmou que eles continuam contestando a tese que os disparos feitos pelo soldado Mota foram em legítima defesa.
*Com informações da repórter Alessandra Oliveira. Fonte: Ndonline.com.br.