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Atletas se mobilizam para competir no México

 

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Membros da seleção dos EUA, que conta com nomes como Candice Appleby, se mobilizam através de ‘crowdfunding’ para conseguir custear suas despesas. Foto: Divulgação

Por Redação SupClub

A seleção brasileira não é a única a enfrentar dificuldades para custear as despesas para participação do Mundial de SUP e Paddleboard da ISA (WSUPPC), que será realizado em Sayulita, México, entre os dias 10 ao 17 de maio.

As equipes dos EUA e do Hawaii também não conseguiram apoio suficiente para custear todas as despesas e estão recorrendo ao sistema de financiamento coletivo conhecido como ‘crowdfunding‘, que nada mais é do que uma “vaquinha” coletiva feita na Internet com o objetivo de arrecadar dinheiro para um determinado fim. 

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Mo Freitas representará o Havaí cuja seleção também recorre ao sistema de ‘crowdfunding’ para pela primeira vez participar do mundial da ISA  Foto: Luciano Meneghello

Sendo o stand up paddle um esporte novo, em fase de desenvolvimento, muitas das federações e confederações estão ainda em fase inicial, sem estrutura financeira e até legal que permitam custear um evento bastante caro como esse. Isso acontece em todo mundo e não somente no Brasil. O maior exemplo dessa dificuldade talvez se resuma na participação dos EUA no mundial da ISA em 2013, quando somente dois atletas, Sean Poynter e Colin Mcphilips, tiveram condições de representar seu país no mundial.

Para os empresários a situação também é complexa e a verdade é que são poucas as empresas ligadas ao SUP que hoje dispõe de condições para custear a viagem de uma equipe inteira, com mais de dez pessoas, a um evento caro e de carater olímpico. 

Foram essas questões que levaram os atletas dos EUA e Hawaii a se mobilizarem para custear suas despesas. Em sua página do Facebook, a norte-americana Candice Appleby pede ajuda e agradece o apoio dos doadores:

“Estou muito animada por representar a equipe dos EUA no mundial da ISA. Uma vez que o governo dos EUA não tem financiamento para o esporte, em qualquer nível, a equipe dos EUA conta com a ajuda do financiamento. Nós já tivemos algumas doações generosas, mas ainda não atingimos o necessário. Conheça nossa página de doações. Obrigada pela ajuda!”, convoca a atleta.

O interessante desse sistema é que o doador pode ser conhecido, juntamente com o montante doado, o que não deixa de ser um bom marketing para empresas que, se não tem condições de bancar toda a equipe, podem, através de uma doação que será exibida na página do crowdfunding, realizar uma boa ação de marketing mostrando à comunidade que também contribuem para  desenvolvimento do esporte.

No arquipélago havaiano a situação não é diferente: “É muito difícil conseguir apoio para esse evento. Por isso nunca conseguimos enviar a seleção do Hawaí. Esse ano, porém, os atletas resolveram se moblizar e criaram um crowdfunding. Ainda não atingimos o necessário, mas qualquer ajuda que diminua as despesas é importante”, revela o brasileiro residente de Oahu Tony Freitas, pai de Mo Freitas, que representará o arquipélago competindo na SUP wave.

No Brasil, os atletas contarão com a contribuição da CBSUP que mesmo não sendo formalmente ligada à ISA, assumiu um compromisso com a CBS (que representa a entidade no Brasil) para custear as despesas de inscrição dos atletas. 

Para conchecer a página de crowdfunding da seleção dos EUA clique aqui.

Para conchecer a página de crowdfunding da seleção do Havaí clique aqui

 

 

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