Com apenas 19 anos, em sua estreia como profissional, a pernambucana Atalanta Batista conquistou no último mês de novembro o título do Circuito Brasileiro de Longboard.
Natural de Maracaípe e irmã do “cometa” Halley Batista, Atalanta surfa de pranchão há pouco mais de um ano e hoje já é considerada uma das principais competidoras do país.
A atleta comemora a ascenção meteórica nos esporte, o treinamento intensivo com Allan Gandra e a parceria de sucesso com o shaper Pastor.
O seu primeiro título no circuito brasileiro veio depois da vitória na etapa do Petrobras Longboard Classic, realizada na praia da Macumba (RJ).
Na final contra Chloé Calmon, a pernambucana precisava da vitória, caso contrário a paranaense Fernanda Daitchman ficaria com o título nacional.
Não deu outra. Atalanta surfou muito bem e levantou o caneco de campeã brasileira e do tradicional Petrobras Longboard Classic na Macumba.
Confira na entrevista abaixo a entrevista com a atleta, que conta um pouco mais sobre o título, o começo nos pranchões e seus planos para o futuro.
Qual a sensação de conquistar o título brasileiro profissional logo em seu primeiro ano no circuito?
Foi muito emocionante, me sinto muito feliz. Não sabia que este título chegaria tão rápido, hoje vejo que todo o meu esforço, treinamento e determinação valeram a pena.
Como foi o campeonato?
Cheguei no Rio de Janeiro duas semanas antes e treinei todos os dias sem parar. O campeonato foi bastante disputado, eu era a segunda colocada no ranking e sabia que só a vitória e o terceiro lugar da Fernanda (Daichtman) me daria o título. e foi o que aconteceu!
Qual a bateria mais pedreira?
A primeira, o mar não estava muito bom.
Qual o seu quiver atual?
Três longboards 9’0” do meu shaper Pastor.
O que você gostaria de dizer às novas meninas que estão entrando no tour como você?
Que treinem bastante e acreditem em seu potencial.
O que gostaria de dizer aos seus patrocinadores e também ao publico em geral?
Agradeço muito a eles: Prefeitura de Ipojuca, Grounded Performance, Figueiredo Advogados Associados, Honu Brasil, restaurante Estância da Vida, Academia Porto de Galinhas, Shaper by Pastor, laminação Tama Glass e meu técnico Allan Gandra, pois sem eles teria sido quase impossível a conquista deste título.
Agradeço também a minha família e a todos que estavam torcendo por mim.
Qual sua meta para os próximos anos?
Ser bicampeã brasileira em 2011 e conseguir uma vaga para disputar o mundial.
Há quanto tempo você pratica o surf?
Tenho 19 anos, há dez anos pratico o surf de pranchinha, e há um ano estou praticando o longboard.
Em quais categorias você já competiu?
Já competi na Open e na Mirim. Na modalidade do longboard participei neste ano do Petrobras Logboard Classic, do Pena Longboard e do Lupa Lupa Festival na praia da Macumba, Rio de Janeiro (RJ).
O que você viu de especial no Longboard?
Já praticava o estilo radical e me encantei pelo estilo clássico.
Quais manobras você prefere?
Hang ten, hang five e batida.
Que estilo você adota: radical ou clássico?
Em minha opinião uma combinação entre os dois.
No surf feminino vemos a graciosidade e a técnica, o que você acha de cada um deles?
No surf feminino temos movimentos mais graciosos, porém com muita técnica, essencial para a execução.
Qual a sua surf trip dos sonhos?
Costa Rica, Peru e Biarritz (França).
Como você vê o surf Nordestino no cenário nacional?
Com muita batalha, acredito que tem evoluído bastante.
Qual importância de uma boa prancha no pé do atleta?
É tudo, pois sem ela o atleta fica impossibilitado de executar qualquer manobra.
Como está seu novo trabalho com professor Allan Gandra?
Ótimo, antes eu não tinha muita noção e agora sinto que tenho evoluído muito com os treinos. Na arte física faço musculação e pilates na academia Porto.
Já na parte técnica faço treinos dentro e fora da água, tudo desenvolvido e coordenado pelo professor Allan Gandra, que me dá muita segurança e confiança na hora de competir.
Conte sobre seu trabalho com o shaper Pastor.
Estou muito feliz, pois nossa parceria tem dado muito certo. Para mim é um privilégio ter um dos melhores shapers de longboard do Brasil e saber que estou trabalhando com profissionais que acreditam em meu potencial.
















