A pernambucana Atalanta Batista ficou em nono lugar no Duke Kahanamoku Wahine Longboard Pro, etapa válida pela divisão de acesso do circuito mundial de longboard feminino.
A prova rolou entre os últimos dias 19 e 22 de agosto, em Waikiki, Hawaii, com vitória da havaiana Honolua Blomfield.
Na final, Honolua superou as compatriotas Sophia Bartlow, Megan Godinez e Crystal Dzigas para faturar o prêmio de US$ 1 mil e somar 250 pontos no ranking, já que a prova tem nível de apenas uma estrela.
Um dos principais objetivos da atleta foi ganhar experiência nas ondas havaianas. “Acabei de chegar das ilhas Mentawai e Nias, onde a qualidade das ondas é excelente, as bancadas são rasas e as ondas sólidas. Sei que Wakiki é uma onda diferente das pesadas ondas do North Shore, mas a experiência foi única, ainda mais num festival dessa importância, que mostra a essência do surf, o seu nascimento, e constatar que tudo nasceu do longboard, do pranchão”, diz Atalanta.
A pernambucana tem três títulos brasileiros e está a um passo de mais um troféu. Basta vencer uma bateria na próxima etapa. Recentemente, Atalatan foi convocada para defender o Brasil no ISA World Longboard, em Huanchaco, Peru, de 22 a 28 de setembro.
“Fui convocada com mais três atletas – Phil Rajzman, Geraldo Lemos e Caio Santos – e no momento da convocação tive uma alegria e uma tristeza. Alegria porque sei que vou representar com todas as minhas forças o Brasil em um evento de grande porte, tradicional no esporte, e a parte triste foi saber que a CBS não recebeu qualquer tipo de apoio ou incentivo do Governo Federal ou de empresas nacionais, e nós, atletas, é quem vamos ter de custear todas as despesas. Além da escassez de patrocinadores, falta o apoio de empresas e do Governo Federal, já que vamos representar o país em um evento internacional”, esclarece a atleta.
Além do ISA no Peru, Atalanta Batista participa ainda da etapa do LQS no Japão e do mundial da China, além da última etapa do Brasileiro Profissional, na Bahia.
*Colaborou Arapa Maraca