A Association of Surfing Professionals (ASP) pretende adotar o sistema antidoping para punir possíveis atletas usuários de drogas, segundo notícia divulgada informalmente na internet.
“Acreditamos que esta é uma evolução natural no esforço da profissionalização de nosso esporte. Este movimento tem total apoio dos surfistas do World Tour. Eles querem ser tratados de forma mais profissional e acredito que este é um passo na direção certa. Temos discutido uma política sob a orientação da Agência Mundial Anti-Doping há mais de dois anos e o orçamento, aprovado pelo conselho em novembro, permite a implantação do controle já neste ano”, explica Dave Prodan, porta-voz da ASP ao jornal inglês The Guardian na edição de 1 de janeiro.
O jornal cita a morte do havaiano Andy Irons como um dos motivos para a adoção do controle antidoping, pois o tricampeão teria morrido em 2010 devido à um ataque cardíaco causado, entre outros motivos, por uma combinação de drogas – metadona, metanfetamina, também conhecida como crystal meth, além de uma variante de cocaína.
A solitária punição ao brasileiro Neco Padaratz, em 2005, também é citada pelo site. Na época, o catarinense foi suspenso depois de ter testado positivo para a esteróides anabolizantes em um evento em Hossegor, França.
Em 1999, o australiano Mark Occhilupo foi flagrado pela polícia do Rio de Janeiro fumando um cigarro de maconha na praia do Arpoador, mas a ASP não puniu o atleta.
Pancho Sullivan, ex-top do Tour, disse ao jornal que apoia a adoção de antidoping no mundial de surf. “Acho que a cultura do surf sempre foi muito festiva. O esporte evoluiu e surfistas agora estão se tornando atletas. Isto me leva a acreditar que não há uso de drogas entre os surfistas de elite no Tour”, diz o havaiano.
O controle antidoping vem sendo adotado pela ISA (International Surfing Association), entidade que regula o surf amador em todo o planeta, desde 2002.
FONTE: Waves.Terra