Sinal vermelho no circuito brazuca

ASP nega liberação de tops

Renato Hickel, tour manager da ASP, nega que atletas do WCT estejam liberados para circuitos nacionais. Foto: Nancy Geringer.

A Association of Surfing Professionals (ASP) negou que os atletas do World Championship Tour (WCT) estejam liberados para disputar os circuitos nacionais, informação divulgada pelo blog do ex-surfista profissional Teco Padaratz.

 

De acordo com o tour manager da entidade, Renato Hickel, o assunto realmente foi discutido na tradicional reunião que acontece anualmente em Jeffrey’s Bay, África do Sul, mas ninguém foi autorizado a disputar etapas de circuitos nacionais.

 

“Jake Paterson (representante dos atletas na ASP) falou que foi informado na reunião de que os competidores brasileiros poderiam obter essa autorização da ASP mediante uma concessão especial, mas que nada ainda foi oficializado”, diz Hickel.

 

O dirigente informa que a World Professional Surfers (WPS) é parte da mesa executiva da ASP, através de seus dois representantes.

 

Porém, para a aprovação de medidas como esta, deve-se primeiro passar pela aprovação da mesa executiva, e não somente da WPS.

 

De acordo com Hickel, o australiano Wayne “Rabbit” Bartholomew (presidente da ASP) acredita que, no atual momento econômico da etapa brasileira do WCT, essa liberação seria um enorme prejuízo aos organizadores da prova, uma vez que a parcela dos atletas brasileiros do WCT já teria sido cedida a outros patrocinadores (no caso os do circuito brasileiro), sem que eles contribuíssem para a etapa do WCT, etapas do WQS e outros eventos da ASP South America.

 

Renato Hickel esclarece que, há dois anos, foi oferecida à Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp) a participação integral dos atletas do WCT no circuito brasileiro. Em contrapartida, a Abrasp deveria ter ao menos uma de suas etapas válida pelo WQS. O tour manager afirma que até hoje a entidade brasileira não retornou a proposta.

 

“A ASP Internacional e a ASP South America entendem que o atual modelo do circuito brasileiro é maléfico ao desenvolvimento do surf profissional no Brasil, uma vez que atrofia o desenvolvimento das novas gerações de atletas, especialmente em termos de qualificação nos moldes do WQS atual, onde todos esses eventos do circuito brasileiro poderiam estar servindo de plataforma – de pontos de seeding – aos atletas brasileiros que almejam, no futuro, competir nos eventos de cinco e seis estrelas e Super Series”, critica Hickel.

 

“Isto dito, queria então esclarecer que a regra não mudou e que os atletas brasileiros do WCT não possuem autorização pra competir no circuito brasileiro”, finaliza o dirigente.

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