City tour

ASP em SP

Brodie Carr e Claudio Martins de Andrade discutem o futuro do surf profissional. Foto: Mariano Kornitz.

Na última quarta-feira (13/6) a redação do site Waves.Terra recebeu mais uma visita de peso. Desta vez, o australiano Brodie Carr e o catarinense Renato Hickel, dois dos responsáveis pela realização do circuito dos sonhos da ASP, marcaram presença na sede da comunidade virtual do surf no Brasil.

 

Natural de Perth, Brodie vive em Coolangatta, Gold Coast, e ocupa o cargo de CEO da entidade que rege o esporte no mundo.

 

Na rápida passagem pelo Brasil, antes de embarcar rumo ao Chile, onde a partir do dia 20 de junho rola a quarta etapa do circuito WCT, o australiano concedeu uma entrevista exclusiva enquanto era transportado para o aeroporto.

 

Um dos motivos da viagem foi o de elevar ainda mais o nível de profissionalismo no esporte, além de tentar acrescentar mais um dígito nas premiações do circuito.

 

Durante o trajeto rumo a Cumbica, o australiano analisou o desempenho dos surfistas brazucas no tour. ?Os brasileiros estão sedentos por vitória e são muito competitivos?, comenta o australiano.

 

?No Brasil, os atletas crescem e aprendem a surfar em beach breaks. Acho que eles precisam se expor ainda mais em ondas pesadas, e os patrocinadores deveriam exigir mais empenho de seus atletas?, acrescenta.

 

Entre os surfistas brasileiros, Carr aponta o fenômeno Adriano de Souza, o Mineirinho, e a cearense Silvana Lima como dois possíveis campeões mundiais.

 

?Os dois apresentam um importante diferencial em relação aos outros surfistas brasileiros. Ambos viajam acompanhados pelos técnicos e sabem lidar muito bem com a carreira profissional. Provavelmente os resultados da Silvana não digam o mesmo, porém, com certeza ela é a surfista mais radical do tour?, afirma Carr.

 

O comandante da ASP revelou ainda que a diretoria da entidade estuda uma maneira de alterar a data de realização da etapa brasileira do WCT para os próximos anos, com objetivo de realizar o evento em condições mais favoráveis para o surf.

 

Em relação ao critério de avaliação das baterias, Brodie defende que os juízes da ASP trabalham com seriedade e imparcialidade. ?Acredito que em 99 % dos resultados, o vencedor de uma bateria, ou até mesmo o campeão da etapa é determinado de forma justa e imparcial, de acordo com a performance do atleta?.

 

Carr também comemora os últimos cinco anos, que podem ser considerados os melhores em 30 anos de associação.

 

?O ?dream tour? é fantástico. Contamos com os melhores surfistas do mundo, passa pelas melhores ondas do planeta, mas com certeza, o circuito pode e estamos trabalhando para evoluir cada vez mais?, finaliza o australiano.

 

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