
A idéia de criar uma associação de surf feminino no Espírito Santo não é nova.
Iniciativa nesse sentido já havia sido cogitada há três anos pelas surfistas Aline Barros, Yonara Magalhães e Yries Pereira, na tentativa de oferecer melhores condições para a prática do esporte e lutar contra a discriminação, principalmente em relação aos campeonatos.
Porém, devido ao pequeno número de praticantes do esporte na época, a idéia não vingou.
Com o aumento considerável do espaço destinado ao surf feminino e as crescentes adesões ao esporte no último ano, as surfistas capixabas da nova geração retomaram a discussão, junto às surfistas antigas, em dezembro de 2003.
O objetivo das atletas é defender os ideais já propostos – os campeonatos capixabas ainda são marcados, em sua maioria, por premiações irrisórias, representadas apenas pelo valor da inscrição ou por roupas masculinas.
Nesse sentido, as surfistas – inicialmente as que freqüentam as praias de Vila Velha – começaram a se reunir e perceberam a viabilidade de pôr a idéia em prática. E o nome da associação, criado há três anos, foi mantido.
Hoje, depois de diversos encontros, a associação começa a se expandir às atletas de outros lugares e também a ser formalizada, graças a um evento realizado para arrecadar fundos. O estatuto já está redigido e em fase de revisão junto com a ata da reunião de fundação, aprovação do documento e eleição da diretoria. O quadro de associadas é de 20 surfistas, mas o número de meninas envolvidas já totaliza 38.
Além de buscar a valorização do esporte feminino, a Associação de Surf Feminino do Espírito Santo (ASFES) pretende proporcionar a união dos surfistas e a realização de projetos sociais que promovam a preservação ambiental e a defesa à saúde, e ainda que permitam a integração social, cultural e desportiva dos praticantes do esporte. Para isso, pretende realizar cursos de qualificação, palestras e oficinas.