171

Aplique frustrado na Paraíba

Alexandre Palitot, presidente da Federação Paraibana, denuncia Viviane Trindade, falsa representante da Rip Curl na região Nordeste.  Foto: Chico Padilha.

Uma falsa promotora de eventos na Paraíba protagonizou uma grande confusão na última semana.

Conhecida como “Viviane Trindade”, a mulher teria oferecido patrocínio da Rip Curl a uma prova que seria realizada nos próximos dias 3 e 4 de fevereiro, em Barra de Camaratuba, pico situado no litoral Norte paraibano.

 

A Federação Paraibana de Surf (PBSurf) chegou a divulgar a competição e abrir inscrições, mas devolveu todo o valor recebido assim que descobriu ser vítima de uma farsa.

“Fiquei sabendo de que estava entrando numa fria ao receber um telefonema do diretor de marketing da Rip Curl. Fui até a delegacia de defraudações, mas o delegado disse que não poderia fazer nada, já que ela não teria lesado ninguém, não teria recebido dinheiro de ninguém e que a única vítima seria a marca”, revela Alexandre Palitot, presidente da PBSurf.

 

Palitot conta que Viviane apresentou-se a ele como diretora de eventos de uma conceituada marca de surf. Ela teria conseguido seu telefone pelo secretário de Esportes de João Pessoa – fato confirmado pelo secretário, segundo Palitot.

 

“Ela ligou dizendo que gostaria de apresentar um projeto que a marca iria desenvolver em todo o Nordeste, começando pela Paraíba. Nos encontramos no Shopping Tambiá e ela mostrou o projeto. O papo era envolvente e sempre com muitas referências. Ela sabia os nomes dos lojistas da região, falava do representante da Rip Curl com intimidade e, vez por outra, fingia consultar o diretor da marca em São Paulo pelo telefone”, continua o dirigente paraibano.

 

Alexandre Palitot afirma que Viviane ainda manteve contato por e-mail. “A esperança era poder desmascará-la, mas foi tudo por água abaixo, pois agora ela já deve estar sabendo que a armação foi desmascarada”, diz.

 

Felipe Silveira, diretor de marketing da Rip Curl no Brasil, soube da farsa por intermédio do representante da marca na região Nordeste. “Logo encaminhamos o assunto à CBS para que a entidade tomasse as medidas cabíveis”, comenta Silveira.

 

Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Surf explica que a competição não estava homologada pela CBS.

 

“A Rip Curl é parceira da CBS há vários anos e esta, entidade maior do surfe brasileiro, solidariza-se com a empresa e volta a comunicar que eventos de caráter nacional devem, obrigatoriamente, ser homologados na CBS e nas federações estaduais filiadas”, assina Juca de Barros, presidente da entidade.

O ex-surfista profissional Tony Vaz, adversário de Palitot na eleição marcada para o próximo dia 7 de fevereiro, publicou um texto em seu site (Surfcore.com.br) sobre a confusão na Paraíba.

 

Tony diz ter ficado surpreso com a alegação de Palitot. “Já vi os mais inusitados golpes dentro do meu atual ambiente de trabalho (setor bancário), mas sempre a intenção é lesar alguém financeiramente. Ainda não vi qual o benefício que essa mulher iria ter com o golpe de prometer um patrocínio da Rip Curl para a abertura do circuito paraibano”, dispara Tony. 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.