Uma notícia polêmica colocou em risco a vaga conquistada pelo baiano Bruno Galini no SuperSurf 2007.
O atleta terminou o circuito nordestino em quinto lugar e foi beneficiado pela classificação do campeão regional Thiago de Sousa no ranking do SuperSurf 2006.
Porém, nesta segunda-feira, atletas, dirigentes, jornalistas e demais envolvidos com o surf do Nordeste foram surpreendidos por um release divulgado pela Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP).
A entidade afirma que a quarta e última vaga oferecida pelo circuito nordestino profissional seria do cearense Edvan Silva, vencedor da etapa final do circuito na Pipa (RN).
A ABRASP revela que estabelece um descarte de 25% dos resultados nos rankings das competições homologadas pela entidade. No circuito nordestino de cinco etapas, uma seria descartada.
Acontece que desde o início do ano a Associação Nordestina de Surf (ANS) informou o descarte de duas das cinco etapas. De acordo com Geraldo Cavalcanti, presidente da ANS, os principais motivos de descartar duas etapas são a longa distância entre os estados nordestinos e a falta de patrocínio aos atletas da região.
“Seria uma chance aos competidores que não possuem condições de viajar para todo o circuito. Todas as pessoas envolvidas com o circuito nordestino estavam cientes disso, desde atletas até dirigentes de todas as federações”, explica Cavalcanti.
Vale ressaltar que a Federação Baiana de Surf (FBS) tentou realizar a penúltima etapa do circuito com R$ 15 mil em prêmios e 1500 pontos ao campeão. A prova foi vencida por Bruno Galini, que certamente daria um grande salto no ranking.
Todavia, a Associação Nordestina negou o pedido da FBS justamente para deixar o circuito mais homogêneo e não beneficiar atletas de nenhum estado.
