No último dia 23 de fevereiro, o atleta cearense André Silva embarcou para a Austrália, onde ficará por três semanas treinando na Gold Coast antes de ir ao WQS da Tasmânia.
Ele decidiu ir com um mês de antecedência para a terra dos cangurus com o objetivo de manter o ritmo de treinos, que vem desde a temporada havaiana passando por Califórnia, França e Marrocos.
“Durante a viagem para o Marrocos ficamos na casa do Abdel El Harim, que nos levou para altos picos. Foi alucinante, surfei altas ondas sem crowd. Foram dias inesquecíveis! Com certeza voltarei para lá assim que possível”, conta André Silva.
Do Marrocos, André voltou ao Brasil para cumprir compromissos profissionais e recarregar as baterias para mais dois meses e meio de
viagem.
“Voltei ao Brasil para renovar meu contrato com a Pena, fazer novas pranchas com o Thiago Cunha, correr o WQS de Noronha e dar um alô para a família. É bom comer um feijão com arroz, sinto muita falta da comida brasileira”, diz André, que nas quatro semanas que passou no Brasil ainda competiu uma etapa do Nordestino Profissional em Maracaípe, na qual foi até as quartas-de-final.
“Fui para Fortaleza com meu empresário para a renovação de contrato e voltaria ao Rio para só depois ir à Noronha, mas a galera estava indo em peso para o Nordestino em Maraca, então resolvi fazer a barca com os amigos e ir também”, lembra André.
De Recife, o atleta foi direto para Noronha onde fez grandes apresentações e só parou nas oitavas-de-final, quando perdeu para o vice-campeão Raoni Monteiro já nas baterias homem-a-homem.
“Este ano Noronha estava muito bom, altos tubos durante o campeonato todo. Até consegui pegar uns tubos na bateria, mas o mar estava difícil e o Raoni conseguiu fazer dois high scores que se aproximaram do 10, aí ficou difícil (risos)”, brinca o atleta.
Já de volta ao Rio, ele apenas esperou chegar o seu visto para a Austrália e então embarcou em mais uma longa viagem que terá uma parada estratégica em Bali entre as competições de Margareth River e Durban.
“Nunca fui para Bali e eu estava me preparando para correr um 5 estrelas na França logo depois de Margareth, só que o campeonato baixou para 4 estrelas, então eu e meu empresário resolvemos que o melhor a se fazer seria ir para a Indonésia nessa brecha do calendário. Ainda não conheço Bali, pois nunca sobrava tempo, mas graças a Deus consegui encaixar no meu calendário essa trip e estou amarradão com isso”, comemora André.
Nessas três semanas que ficará na Gold Coast, André espera surfar ondas de qualidade mas sabe que o crowd não dará sossego.
“Vou surfar Snapper direto, sempre sobra uma onda no meio da multidão, como meu objetivo é o WCT quero treinar o máximo que puder nas ondas do dream tour, para quando estiver lá chegar o mais preparado possível”, diz o surfista.
Da Gold Coast, André já esta com sua passagem marcada para chegar na Tasmânia com quatro dias de antecedência do campeonato, para conhecer o pico e treinar na onda da competição. “Não faço idéia de como seja a onda de lá, só sei que é frio. Decidi chegar alguns dias antes para me adaptar ao local e conhecer a onda”, afirma ele.
Da Tasmânia, André segue direto para Margareth e de lá para Bali. O atleta comenta que ainda não decidiu se competirá em Durban ou em Portugal. Não estou certo se depois da trip na Indonésia vou para Durban ou Portugal. Estava querendo ir para Portugal mas o campeonato ainda não está confirmado, por isso deixei minha passagem aberta para decidir o que fazer conforme o calendário for se consolidando”, explica André Silva.
O atleta só volta ao Brasil no início de maio, para competir no SuperSurf e deixa um recado para os usuários do Waves.
“Sou fã do Waves e é um prazer compartilhar um pouco da minha rotina com os internautas, pois através do site é que me mantenho antenado nos acontecimentos do surf. Um abraço para todos que torcem por nós e podem ter certeza que estou dando o máximo de mim para representar o nosso país lá fora da melhor maneira possível”, finaliza André.

