Entrando numa fria

Amorim passeia pelo Chile de pranchão

Tudo começou quando pedi ao meu patrocinador, Cocaine Energy Drink, uma viagem para treinar. Falei que queria ir para algum lugar da América do Sul.

Me falaram para ir ao Chile, pois o energético vende bem por aquelas bandas e também seria bom para eles produzir algum material por lá.

Liguei para o Teco, shaper da Silversurf, e encomendei três longboards para a viagem. Na loja dele encontrei o surfista Herbert Moreno, que também embarcaria comigo.

Como somos atletas da Silversurf Surfboards, seria uma boa oportunidade para produzir cenas para o próximo filme deles.

Enfim, mais trabalho para Teco e equipe, que produziram duas pranchas zero bala em apenas 48 horas para o Herbert. Herbie tem apenas 11 anos, esta seria sua primeira surf trip internacional.

Decidimos partir para a região próxima à Punta Lobos. Entrei em contato com Diego Medina, ganhador do Billabong XXL em 2006, para nos hospedarmos em sua casa. Com o prêmio do XXL, Diego construiu um albergue irado, a apenas 15 minutos à pé do pico.

Para registrar a empreitada, entrei em contato com Rodrigo Farias, editor da revista eletrônica de surf chilena Glass. Ele nos filmou e entrou em contato com os fotógrafos, nos deixando à vontade para apenas surfar.

Chegamos lá no começo de outubro em Santiago, capital chilena. Deu para conhecer um pouco da cidade, com muita neve nas montanhas e uma piscina de ondas flow rider dentro do shopping Mall Sport. É uma brincadeira muito divertida que vale a pena.
 
Depois fomos em direção ao Sul, onde ficaríamos até o começo de novembro.

O Chile é um país com altas ondas. Grandes ondulações, de todos os lados, chegam sem parar em sua costa pouco explorada. É bem mais constante que seu vizinho Peru.

Um provável motivo deste “esquecimento” por parte dos surfistas é o frio implacável. A corrente de Humboldt não perdoa. A água é muito, muito gelada, sendo necessária uma roupa bem grossa e botinhas. Nos dias mais frios, luvas e gorro, só deixando a cara de fora. A fauna marinha é bem rica, pinguins, lobos marinhos e golfinhos nadam tranquilamente à sua volta.

A onda de Punta Lobos é muito irada! Um drop razoavelmente fácil, e uma boa seção para cutbacks. Bem próximo ao paredão de pedras, a onda fica oca e rola um tubão rápido e bem redondo com back wash, depois a onda fica uma parede de pé e vai rolando até a praia. Dá para até deixar as pernas moles no final.

Nossos dias no Chile tiveram altas ondas com terral, nenhum dia flat. Pegamos ondas vários dias sozinhos até cansar. Não chega a rolar crowd e sempre sobram ondas para todos. Os locais exigem respeito, se as regras forem seguidas eles são cordiais e educados.

Existem ondas muito boas nessa região e alguns secrets perfeitos, mas a onda mais constante é mesmo Punta Lobos.

Quero agradecer meu patrocinador Cocaine Energy Drink pela viagem e o apoio da Silversurf surfboards, Ripcord surf equipments e KNC Sports.

Herbert Moreno tem patrocínio de Onbongo, Silversurf, Hoven e Overboard.

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.