Amaro Matos – local do Tombo dropa atrás de novo patrocínio

#Amaro Matos é o caçula de uma das famílias mais tradicionais do surf brasileiro. Ao lado de Paulo – primeiro campeão profissional brasileiro, em 87 – e Neno, os três são locais do Tombo e possuem enorme representatividade no surf paulista e nacional. Nessa entrevista exclusiva concedida ao nosso colaborador Paul Gombos, Amaro fala sobre sua carreira, sobre o fato de estar absurdamente sem patrocínio e sobre lances incomuns em se tratando de mídia de surf.

O que você comeu no café da manhã ?
Tomei um Nescau e comi um pão com queijo.

Jeffrey’s ou Gradjagan e por quê?
Jeffrey’s Bay, porque Gradjagan eu nunca fui. E J. Bay é alucinante.

Parafina ou antiderrapante?
Parafina.

Qual fato mais embaraços por qual você passou?
Quando você cumprimenta uma pessoa que não conhece e fica aquela situação estranha.

Quem lhe inspira?
Meus irmãos e Jesus Cristo são as minhas maiores inspirações.

Qual o ultimo livro que você leu?
O do Amyr Klink

Narre um pensamento.
Eu creio muito que cada pessoa tem um brilho e você não pode se preocupar se seu brilho não está brilhando hoje ou amanhã, pois seu dia vai chegar. Eu creio muito nisso.

Qual foi sua melhor trip?
Foi para o Kawai, Hawaii, em 90/91. Eu não sabia nem falar inglês e tive o prazer de conhecer um amigo havaiano, o Kaipo Jaquias. Fiquei uns dois meses com ele e vou te dizer que aprendi a falar inglês, peguei as melhores ondas da minha vida e esta foi minha melhor surf trip até hoje.

#Quem é a melhor companhia em uma surf trip ?
A mulher ou um bom amigo. Um cara legal, bem, não precisa ser mais do que um, senão crowdeia.

Você já fez uma boa ação na água?
Apesar de rabear muito, a gente sempre está procurando salvar as pessoas que estão se afogando e dar uns toques para quem está aprendendo a surfar principalmente a remar, descer a onda. Acho que isso é legal.

Qual a coisa que mais lhe irrita?
O que me irrita é o menosprezo. Pessoas que não dão valor às outras, acham que são melhores.

Qual a pior onda que você já surfou?
Camboriú (SC). Não sei se é porque peguei muito ruim lá.

Qual objeto feito pelo homem melhor lhe representa?
A prancha de surf.

O que você tem nos bolsos?
Nada, cinqüenta centavos que sobraram do a almoço. Ah! E as chaves do carro.

Você tem o costume de rabear?
Muitas vezes esse é um dos meus maus costumes. Mas acho que isso acontece devido à idade e ao meu tempo de surf.

O que é melhor, uma semana com a Luma de Oliveira na ilha de Caras ou uma semana com os amigos em Fernando de Noronha 6′ perfeitos?
Noronha porque sou casado. Não dá para ficar com a Luma e Noronha é alucinante.

Qual foi sua ultima decepção e por quê?
Minha decepção tem sido por causa dos patrocinadores. Porque hoje eu sou um dos melhores longboarders do Brasil e estou desempregado, trabalhando em uma loja em São Paulo. Mas vou provar para muita gente que mesmo trabalhando em São Paulo ainda vou ser campeão. Também me decepciono pelo modo com que o Brasil vê seus atletas. Se já passou dos 30, está morto. Isto é muito triste.

Qual o último CD que você comprou?
Um Concrete Blond bom pra caramba.

Qual personagem você gostaria de ser?
O Zorro.

Qual som você mais gosta?
Concrete Blond, Green Day. Também gosto muito de Caetano Veloso, Engenheiros do Hawaii…

Foto ou vídeo?
Vídeo, pois mostra bem mais o momento, a situação em que você está. A foto congela muito. Vídeo é mais legal.

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