Alexandre Sasaki volta às origens

Durante a última etapa do SuperSurf 2003, em Itacaré, Bahia, uma figura chamou a atenção da galera que acompanha o surfe há algum tempo.

 

O paulista Alexandre Sasaki, ex-competidor profissional, que estava de férias e resolveu rever velhos amigos e prestigiar o circuito brasileiro, bateu um papo com Sandra Dias, correspondente Waves no local.

 

Aos 28 anos e afastado das competições, Sasaki, que atualmente trabalha em uma companhia aérea, disse estar motivado para voltar aos pódios e adianta que pode em breve começar a disputar alguns eventos universitários.

 

Durante os anos de 95 a 97 ele chegou a correr o WQS e ficou entre os 100 melhores do mundo, tendo conseguido um nono lugar em uma etapa em Ubatuba. Saiba um pouco mais sobre esse surfista, natural de Santo André (SP) e descendente de japoneses, que lapidou seu surfe nas ondas de Bertioga, litoral paulista, e atualmente mora na capital.

 

Você veio para assistir o SuperSurf?

 

Vim de férias, para surfar, e aproveitei a data do campeonato para rever velhos amigos e prestigiar o surf brasileiro.

 

E o que você achou dessa etapa em Itacaré?

 

Foi uma ótima escolha a realização do SuperSurf aqui, a cidade respira surf, o mar colaborou e o público também, recebendo atletas da elite do surf brasileiro. A galera local é bem receptiva, o pico tem altas ondas e o melhor é que a água é quente o ano todo, além das belezas naturais que a cidade oferece.

 

Por quê você parou de competir?

 

Com a crise econômica no país, na época, ficou difícil segurar a barra sem patrocínio, então tive que estudar e procurar algum trabalho rentável. Estou trabalhando como comissário de bordo desde 2000.

 

Qual a sua relação com o surf atualmente?

 

Fiquei fora de competições e estou morando em São Paulo, capital, há cinco anos, trabalhando em outra área. Isso fez com que eu me afastasse um pouco do esporte. Mas no início deste ano participei de um evento amador em Bertioga, cidade onde eu comecei a surfar, e fui campeão, o que me incentivou bastante a voltar a praticar e voltar às competições em eventos amadores. Hoje estou com apoio da Brazilian Creations Surf Boards, uma fábrica de pranchas de Bertioga, e também da Universidade Anhembi Morumbi. Tenho intenções de participar do Circuito Universitário a partir de 2004, dependendo de acordos firmados na empresa onde trabalho, com relação às folgas.

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