O paranaense Alessandro Schmitz é o novo campeão paranaense de surf profissional. Schmitz é natural de Curitiba, mas foi criado nas longas direitas de Matinhos e atualmente reside em Balneário Camboriú (SC), onde treina todos os dias ao lado de feras do surf nacional.
Apesar de ter vencido o circuito, Schmitz não ficou com a vaga na elite brasileira, pois o surfista classificado (Péricles Dimitri) foi definido ainda no verão de 2007, depois das três primeiras etapas do circuito – todas com premiação de R$ 15 mil.
Num bate-papo com a reportagem do Waves, o mais novo campeão paranaense conta um pouco de sua história no surf, revela planos para o futuro e mostra maturidade ao avaliar a situação do surf paranaense.
Com quantos anos você pegou as primeiras ondas? Quando se profissionalizou?
Comecei a surfar aos 12 anos, nas escolinhas de surf do Peterson Rosa. Desde então nunca mais parei. Virei profissional em 2007 e, graças a Deus e a meu esforço, já consegui o título em meu primeiro ano como profissional.
Quais são seus próximos objetivos no surf? Quais os próximos campeonatos que vai participar?
Primeiro, conseguir um bom patrocínio, alguém que valorize minha pessoa e meu trabalho. Entrar na elite brasileira, correr o Brasil Tour, etapas no WQS no Brasil, conquistar o bi no Paraná e ser campeão sul-brasileiro profissional.
Todo surfista acaba desenvolvendo um estilo próprio de surfar. Qual o seu estilo pessoal na hora de encarar as ondas?
Gosto muito de ser inovador e radical. Sou sempre bem lembrado pelas manobras aéreas, mas sempre procuro manter uma linha de surf redonda e polida, trabalhando sempre com as bordas da prancha. Isso graças às direitas de Matinhos.
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Qual sua manobra preferida? E qual foi a mais difícil que já fez?
Minha manobra preferida com certeza é o aéreo, mas nada como um belo tubão. A manobra mais difícil que já fiz foi o kerr-upt.
Qual seu maior ídolo no esporte?
Meu maior ídolo é o Tom Curren, pelo surf que ele tem e pela pessoa que é. Falando de atualidade, não tem como não falar do Kelly, ele é fenomenal. E sem esquecer do Jeremy Flores, ele também é fora de sério.
Como você avalia o surf no Paraná nos últimos anos?
O surf paranaense tem crescido bastante nos últimos anos, temos um circuito profissional e dois campeões brasileiros e temos a Bruna, que é uma super revelação. O que acontece no Paraná é a falta de apoio, o estado tem um mercado amplo na área do surf, mas mesmo assim a maior parte desses empresários prefere patrocinar festas para as pessoas beberem e usarem porcarias, em vez de patrocinar o esporte. Isso que me chateia, mas jamais me fará desistir.
Você poderia deixar um recado para os internautas?
Primeiramente quero agradecer a Deus, aos meus pais e familiares, minha namorada e sua família, a Edson Cooper e Anderson Zen, e ao site Waves. Bom, aos internautas deixo a mensagem de que ninguém veio a terra a passeio, mostre do que você é capaz! O planeta Terra precisa de você. Faça a diferença!


