Volcom Fiji Pro

Alejo ataca Cloudbreak

Alejo Muniz tem melhor atuação entre brasileiros na abertura do Volcom Fiji Pro. Foto: © ASP / Kirstin.

Adriano de Souza também faz bonito na estreia. Foto: © ASP / Kirstin.

O catarinense Alejo Muniz foi o destaque brasileiro na abertura do Volcom Fiji, Pro, etapa do World Tour iniciada em ondas de até 2,5 metros e formação regular em Cloudbreak, Fiji.

 

Clique aqui para ver o vídeo


Clique aqui para ver as fotos

 

Com notas 6.67 e 8.60, ele registrou um dos maiores somatórios do dia para derrotar o australiano Adam Melling e o taitiano Michel Bourez.

 

“As ondas estão muito bonitas hoje e estou amarradão por passar minha bateria. Não tive um bom início de temporada, mas tive um resultado legal em casa, no Brasil, e espero continuar passando baterias. Não quero parar de surfar aqui, então quero vencer o máximo de baterias que puder”, disse Alejo à assessoria de imprensa da ASP.

 

Também garantiram o Brasil na terceira fase o paulista Adriano de Souza e o cearense Heitor Alves. Em bateria sem notas expressivas, Mineiro somou 5.83 e 4.77 para derrotar o aussie Bede Durbidge e o catarinense Willian Cardoso.

 

Outro que não precisou de notas altas para avançar foi Heitor. Com 6.83 na melhor onda e apenas 1.87 na segunda melhor nota, o cearense bateu o australiano Julian Wilson e o norte-americano Kolohe Andino.

Raoni Monteiro mostra disposição, mas cai para repescagem Foto: © ASP / Kirstin.

Já Raoni Monteiro, Miguel Pupo e Gabriel Medina foram parar na repescagem. Raoni viu Joel Parkinson disparar na liderança com uma nota 9.03 e não conseguiu impedir a classificação do atual líder do ranking mundial no confronto que contou ainda com o local Isei Tokovu.

 

Miguel teve um belo momento em sua bateria ao arrancar 8.00 pontos dos juízes e chegou a liderar o placar até os instantes finais, quando o havaiano John John Florence passou por dentro de um longo canudo e foi premiado em 9.37 pontos, totalizando 15.37, contra 11.73 de Miguel e apenas 6.33 do aussie Kieren Perrow.

 

Antes da belíssima estreia de Alejo Muniz, Gabriel Medina caiu diante do francês Jeremy Flores. Em duelo com poucos tubos, Jeremy encontrou um canudo sensacional e descolou a melhor nota da primeira fase (9.87), chegando a arrancar 10 de dois juízes.

 

Medina nada achou e ficou em terceiro com apenas 6.00 pontos no somatório, atrás do sul-africano Travis Logie, autor de 7.50.

 

O recordista da primeira fase foi o australiano Mitch Coleborn, convidado pela Volcom para enfrentar os tops da elite mundial.

 

Em disputa que vinha sendo dominada pelo 11 vezes campeão mundial Kelly Slater, Coleborn esperou pacientemente pelas séries e reagiu de forma arrasadora nos minutos finais.

 

Depois de arrancar 9.27 dos juízes, Coleborn conseguiu a virada nos instantes finais ao descolar 8.10. Slater, autor de 7.83 e 5.67, amargou a segunda posição, seguido pelo australiano Kai Otton.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)