Alcino Pirata retorna ao Brasil

Depois de dois meses no Hawaii, Alcino Pirata está de malas prontas para voltar ao Brasil. O surfista, conhecido por surfar muito bem com apenas uma das pernas, é deficiente físico e aproveitou a viagem para treinar e divulgar as técnicas de surf para outros portadores de algum tipo de deficiência.

 

Em parceria com a ISA (Internacional Surfing Association), Pirata viaja o mundo incentivando deficientes e visitando escolas locais com o objetivo de disseminar a melhor maneira de trabalhar com portadores de deficiência.

 

“Após ter feita uma visita na escola de Roy Vieira, em Waikiki, me deparei com um havaiano enorme com muita vontade de ensinar pessoas com problemas. Conversando com Roy, descobri que ele já deu aulas para um cego e também para um paraplégico. Isso me deixou muito feliz, pois é mais uma escola no mundo que trabalha com pessoas debilitadas que querem voltar a praticar o surf”, conta Pirata.
 

“Eu já tive contato com um sul-africano que também surfa e teve uma das pernas comida por um tubarão. Aqui no Hawaii tem um cara que surfa de joelho muito bem e não tem um braço. Na Nova Zelândia também sei que tem uma escola que ensina, e agora pretendo levar para a França, já fiz alguns contatos e isso pode acontecer em breve”, diz, animado.
 
“Meu objetivo é no futuro fazer parte do calendário de surf profissional, tendo uma categoria especial para pessoas com algum tipo de problema. Para isso, temos que estar participando em eventos profissionais, mostrando nosso surf e divulgando na areia, passando informações para as pessoas”, explica.

 

Pirata volta para o Guarujá, onde possui uma escolinha de surf, e adianta que este verão tem novidade: aulas de surf noturnas. Para obter mais informações, ligue no telefone (0xx13) 3387-2272.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.