
Um grande número de águas-vivas gigantes aparece ao redor da costa japonesa desde julho, destruindo redes de pesca, obrigando pescadores a passar horas separando as águas-vivas de Nomura, como são conhecidas, antes de perderem toda a pesca.
Representantes de entidades de pescaria reuniram-se em Tóquio na última terça-feira para tentar achar uma solução para acabar com a peste que atinge a costa pacífica do país.
“É um problema terrível. Elas são como extraterrestres”, afirma Noriyuki Kani, da federação de pescadores, durante a conferência.
“Não há números oficiais sobre a dimensão dos problemas, mas Kani afirma que as perdas financeiras são óbvias. “Se as redes estão cheias de águas-vivas, logicamente não há espaço para peixes”, diz.
Uma pescaria que normalmente leva três horas, torna-se uma batalha de até dez horas com pescadores preocupados em cortar redes e afugentar as águas-vivas, enquanto que os peixes são envenenados e mortos.
O animal que preocupa os japoneses pode chegar a medir até dois metros e pesar 200 quilos, mas apesar do tamanho, seu veneno não é forte o suficiente para causar danos graves aos humanos.
Alguns pescadores conseguiram se livrar do problema ao começar a usar redes-guias com buracos maiores que o normalmente utilizado. Assim, as águas-vivas escorregam pelas redes, enquanto que os peixes continuam presos.
“Alterando nosso modo de pescar, nós conseguimos recuperar 80 a 90% das nossas pescarias”, disse o pescador Masatoshi Kuruma, que afirma que já chegou a pegar 3 mil águas-vivas em suas redes.
Solução gastronômica – Sul-coreanos têm passado pelos mesmo problemas que os japoneses. Já na China, aonde as águas-vivas gigantes são uma especiaria da culinária local, não foram registrados casos desse problema.
Comunidades do Japão têm tentado introduzir a culinária chinesa, mas aparentemente, os japoneses não aprovaram os pratos.
Fonte: Redação Terra