
A idéia de criar a Associação Esportiva e Cultural 360º surgiu em março de 97, após alguns meses de funcionamento da Escola de Bodyboarding 360º, que chegou a reunir 70 alunos em um só domingo.
Sua fundação, de fato e direito, ocorreu em agosto de 1997. A partir de então foram três anos consecutivos de funcionamento da escola 360º, com aula aos domingos no período de verão.
Desde então o grupo Wave Beach, Beach Side, Mahalo e as pranchas Gênesis tem sido parceiros fiéis de todos os projetos realizados pela AEC 360º. Vários talentos do bodyboard baiano surgiram naquela época.
Nesse período, a Bahia estava carente de tudo que ser referia ao esporte. Após a realização do primeiro body-treino, em 98, ocorreu o primeiro circuito 360º de Bodyboarding.
Neste período, houve investimento na formação da comissão técnica, através do estágio de alguns juízes em etapas do circuito brasileiro. Não é à toa que o head judge do circuito baiano, Fátimo Cerqueira, é membro do quadro fixo de árbitros do circuito brasileiro desde 2000 e foi eleito o melhor juiz por dois anos consecutivos: 2000 e 2001.
Por sugestão de vários atletas, a AEC360º enviou um ofício à CBRASB solicitando a validação do circuito como baiano, já que não havia na época nenhuma outra entidade atuante, e não existe até hoje. Desta forma, ocorreram os circuitos baianos em 1999, 2000 e 2001.
Devido às atividades pessoais de seus componentes (trabalho, faculdade, pós-graduação etc.) a AEC 360º decidiu interromper seu trabalho com a escola de bodyboard. Paralelamente surgia em 1999 a Escola Gênesis de Bodyboarding, sob a direção de Márcio Torres.
A realização de competições ocorria conforme a disponibilidade dos organizadores, que eram produtores, associação e comissão técnica, tudo ao mesmo tempo. Muitos alunos oriundos dessas escolas são exemplo de nível técnico e de comportamento em campeonatos em todo Brasil. E não é a AEC 360º que diz isso.
Em cada competição, a AEC360º sempre deixou claro que não era sua vocação natural produzir campeonatos. Sempre deixou as portas abertas para que outras pessoas viessem a produzir eventos. Tudo em vão. Até 2001, ninguém, pessoa física ou jurídica, se propôs sequer a realizar uma etapa de circuito baiano.
A inexistência de interessados em promover eventos culminou que em 2001 o circuito baiano teve apenas uma etapa, que na verdade havia sido a última de 2000 válida também com 2001. O gás da associação em promover eventos com poucos recursos estava acabando. Em 2002 parecia surgir uma luz no fim do túnel. Houve a predisposição de uma pessoa, ligada ao bodyboarding, em produzir eventos. Essa notícia veio em boa hora, pois era uma motivação para retomar os campeonatos. Após negociação com a AEC360, ficou decidido que produtor teria o aval para a realização do Circuito Baiano de 2002, a ser composto de 3 etapas.
A AEC360 garantiu ao produtor o apoio dos seus principais parceiros: pranchas Gênesis, cedendo 2 pranchas por etapa e a Fábrica de outdoor, responsável pela programação visual das 3 etapas. A falta de um patrocinador principal nas duas primeiras etapas exigiu um sacrifício maior de todos os envolvidos. O custo do quadro técnico, por exemplo, foi reduzido em aproximadamente 70%. Para a 3a etapa, ocorrida em janeiro de 2003, a AEC360 tomou a iniciativa de procurar o grupo Wave Beach para viabilizar o patrocínio principal que faltava. Decidiu também que esta etapa seria válida como 1a do circuito 2003. Desta forma, o circuito 2002 foi concluído. Foi uma época de bastante aprendizado para todos. Todo o apoio e compreensão que a associação podia oferecer, foi dado.
Com o objetivo de melhorar o Circuito Baiano, a AEC360, desenvolveu um regulamento que pudesse garantir condições mínimas para a realização de competições estaduais e que pudesse alinhar os diversos interesses envolvidos em campeonatos: Os atletas querem organização, boa premiação e qualidade de julgamento; O produtor visa obter retorno em relação ao seu investimento; O patrocinador visa a divulgação da sua marca para o maior número possível de pessoas; A mídia quer um evento bem estruturado com impacto visual à altura do esporte. A qualidade é um requisito almejado por todos.
Assim, surgiu o Regulamento para produção de eventos. Por ser algo praticamente inédito, a AEC360 enviou-o à CBRASB solicitando análise e contribuições, as quais ocorreram durante a última etapa do circuito brasileiro, em abril de 2003 na baía de Maracaípe (PE).
Na última etapa do Circuito Baiano 2002, válida como 1a etapa do circuito de 2003, foi divulgada pelo produtor do evento, a realização da segunda etapa de 2003 na praia de Scar Reef, com janela de espera. Essa etapa não havia sido negociada com a AEC360, apesar da mesma já saber da intenção do produtor em realizá-la. Como forma de viabilizá-la, foi enviados ao produtor, o regulamento e a proposta para a realização do evento, à qual deveria ser preenchida e entregue à entidade, para que assim pudessem ser discutidos os detalhes do campeonato.
Após alguns contatos, o produtor informou, via email, ter desistido de realizar o evento por problemas pessoais. Nesse período efetuou algumas considerações sobre o regulamento, inclusive elogiando-o, porém achando uma mudança muito radical em relação à forma do circuito anterior. Não houve, portanto, uma negociação formal entre produtor e AEC360 sobre a realização da etapa. Nesse mesmo período, surgia a escola El-Rollo, patrocinada pelo grupo Wave Beach. Por funcionar na praia de Jaguaribe, o patrocinador sugeriu a realização da 2a etapa nesta praia. Em nenhum momento foi descartada, pelo grupo Wave Beach ou pela AEC360, a realização da etapa em Scar Reef. A proposta feita pelo produtor para o patrocinador e a associação, estava em fase de negociação para ser válida como terceira etapa do circuito.
Os benefícios do regulamento para produção de eventos foram visíveis na etapa de Jaguaribe. Uma melhor infra-estrutura e uma melhor premiação foram garantidas. Infelizmente as ondas não ajudaram, mas essa é uma variável que nenhum produtor de evento no mundo pode controlar. Esse breve histórico descrito nos parágrafos acima falam um pouco da história da AEC360. Isso, sem nem citar o projeto Criançada nas ondas (http://www.criancadanasondas.org), único projeto do Norte / Nordeste, aprovado pela Petrobras Esportes Náuticos. Foram 6 meses de aulas de bodyboarding gratuitas para crianças carentes, finalizadas em fevereiro de 2003. Além do aspecto social, de profunda relevância, alguns talentos já surgiram desse trabalho. Na primeira etapa do circuito baiano deste ano, um atleta do projeto obteve a quinta colocação da categoria mirim, com apenas um ano de prática do esporte. Sua inscrição estava na cota de 10%, reservada para crianças carentes. Prevista no regulamento para produção de eventos.
Analisando as realizações da AEC360, pode-se perceber como são as pessoas que a compõem: administradores, arquitetos, advogados, analistas de sistemas, profissionais de educação física, enfim, pessoas que tem um forte elo em comum, o amor pelo bodyboarding. Ao mesmo tempo, organizadores, juízes, carregadores, DJs, motoristas, locutores, fazem tudo o que está ao alcance. Erros? É Obvio que acontecem. Jamais com o intuito de prejudicar ou denegrir a imagem de alguém. Vontade de acertar e fazer melhor da próxima vez? Sempre.
Ultimamente esta entidade e seus componentes tem sofrido críticas anônimas e às vezes assumidas, de pessoas ou novas entidades, que alegam querer o melhor para o esporte. Excelente! Temos o mesmo pensamento. O engraçado é que justamente quando as coisas estão se organizando, quando pela primeira vez o circuito baiano já realizou duas etapas no primeiro semestre, com possibilidade de mais 3 até o final do ano, surgem infundadas agressões.
O melhor para o bodyboarding, no entanto, não virá através de ataques sem fundamento. Virá através de diálogo, de críticas construtivas. Virá do respeito às opiniões, diferenças e limitações do outro. Virá com a realização de novos trabalhos.
Produzir eventos por dinheiro ou vaidade nunca foi nosso objetivo. Nem nunca será. Prejudicar atletas no julgamento, muito menos. Não precisamos disso.
Estamos, então, aproveitando esse fórum democrático que é o Waves Bodyboard, para dar uma satisfação à grande quantidade de pessoas na Bahia e em todo Brasil que conhecem e respeitam o nosso trabalho. A AEC360º decidiu, em respeito aos atletas que estão competindo e levando o circuito baiano 2003 a sério, finalizá-lo na 3a etapa. O caminho está livre para qualquer pessoa ou entidade que queira assumir o circuito a partir de 2004. Vamos enfatizar os nossos esforços nos projetos sociais, que sempre foi o motivador da associação. Voltar a realizar o circuito 360º, que não obrigará insatisfeitos a competir nem se adequar às nossas regras de organização. A associação torce para que um trabalho de qualidade possa ser realizado à frente do circuito baiano.
Estamos disponíveis para, a qualquer tempo, debater publicamente os assuntos aqui tratados. Vocês, que querem realmente um futuro melhor para o nosso esporte, têm esse direito. O de ouvir todas as partes e fazer seu próprio julgamento. O de saber qual a experiência daqueles que estarão julgando suas baterias. O de saber quem são as pessoas que estão cuidando do esporte que nós tanto amamos.
A maturidade e a atitude, tão faladas ultimamente, serão cobradas de quem está chegando. Que assumam publicamente suas intenções, para que os atletas saibam o que podem esperar.