Adilton Mariano faz a mala na Pororoca

O cearense Adilton Mariano não só venceu o 1º Desafio de Surf na Pororoca, encerrado nesta terça-feira no rio Araguari, como também bateu o seu próprio recorde de permanência na onda mais longa do mundo.

 

Na final, disputada com o pernambucano Eraldo Gueiros, o cearense, de 20 anos, ficou 34 minutos e 10 segundos na onda, dois segundos a mais do que seu recorde anterior (de 34m e 8s).

 

Inclusive a bateria final teve que ir duas vezes para a água, pois na primeira tentativa, ontem, os surfistas pularam na água na hora errada e não conseguiram entrar na onda.

 

Com o empate declarado, os organizadores Cláudio Marques (Rede Globo) e Chico Pinheiro (organizador local) decidiram dar mais uma chance aos competidores e reprisar a final nesta terça.

 

Depois de encerrada a disputa, todos os surfistas presentes pularam na água para curtir a Pororoca do Rio Araguari. Eu, Picuruta, o repórter Clayton Conservani, Eraldo, Rick Werneck e Noélio Sobrinho dividimos amigavelmente os cerca de 10 quilômetros restantes da onda.

 

Em terceiro lugar na competição ficou o experiente surfista Picuruta Salazar, com Carlos Burle em quarto, eu, Sylvio Mancusi, em quinto, e Rodrigo Resende em sexto lugar.

 

No meio do trajeto de volta à nossa base, depois que Adilton já havia quebrado o recorde, eu e Eraldo trocamos umas palavras e o humilde vice-campeão declarou: “O moleque mereceu. Ficar todo esse tempo na onda em um dia de onda pequena não é para qualquer um”, disse.

 

Na competição Adilton usou uma prancha 6’6″ emprestada do local e amigo Noélio Sobrinho. Sem patrocínio, ele desabafou: “Com o dinheiro da premiação poderei dar mais conforto ao meu filho. A vida de um surfista sem patrocínio não é fácil”, disso o campeão, que faturou R$ 3 mil pela vitória. 

 

Realmente não é fácil se manter por tanto tempo na Pororoca. A corrente que puxa para o outside e a força contrária com que a água do rio se desloca adentro torna a espuma muito forte e difícil de ser controlada.

 

Afinal, durante o trajeto a onda fecha e abre muitas vezes e o atleta é obrigado a ficar na espuma muitas vezes por um longo tempo. Hoje foi a menor onda de toda a competição, mas ela estava lisa proporcionando a quebra do recorde por parte de Mariano.

 

O evento foi um sucesso digno da comemoração de 30 anos do Esporte Espetacular. A integra da matéria vocês podem acompanhar na próxima semana na telinha da Globo. Plim! Plim!

Aloha!

 

Resultados:

 

1 Adilton Mariano – R$ 3 mil
2 Eraldo Gueiros – R$ 2,5 mil
3 Picuruta Salazar – R$ 2 mil
4 Carlos Burle – R$ 1,5 mil
5 Sylvio Mancusi – R$ 1 mil
6 Rodrigo Resende – R$ 500

 

*Agradecimentos ao Estado do Amapá por todo o apoio.

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