Adiada estréia do Rip Curl Pro em Bell’s Beach

Previsto para começar nesta terça (15/04), o Rip Curl Pro, segunda etapa do WCT 2003, foi adiado por falta de ondas em Bell’s Beach, Victoria, Austrália.

 

Os organizadores chegaram a colocar a competição em espera até às 11 horas, pois havia a possibilidade da chegada de um swell, mas acabaram decidindo por esperar até amanhã.

 

O evento é considerado um dos mais tradicionais da história do circuito mundial e possui prazo de espera até o próximo dia 27, com US$ 250 mil em prêmios.

 

As ondas em Bell’s estavam com cerca de 1 metro, mas o forte vento maral e a chuva intensa apontaram a entrada de um swell nas próximas horas.

 

Para o australiano Damien Hardman, que possui dois títulos mundiais e do Rip Curl Pro, além da responsabilidade de dirigir o evento este ano, as expectativas são as melhores para o início da primeira fase da competição nesta quarta. “O swell que esperamos está a cerca de 12 horas daqui”, explica Hardman. “A mudança do tempo é um indicador disso, e esperamos dar início na prova amanhã”, diz. 

 

Apesar de Bell’s Beach ser um dos maiores palcos naturais para eventos desse porte, se as condições não estiverem boas a estrutura móvel do evento permitirá realizar as disputas em outros locais, como Winkipop, ao lado de Bell’s, ou os excelentes beach breaks de Johanna, duas horas a oeste de Bell’s, ou Gunnamatta, no lado leste. 

 

Os surfistas locais Adam Robertson e Nic Muscroft  foram os vencedores do Surf Dive ‘N’ Ski Trials, triagem que oferecia duas vagas para o evento principal, realizada ontem em Bell’s.

 

O Rip Curl Pro será uma boa oportunidade de os atletas brasileiros buscarem boas colocações no ranking, que tem o catarinense Neco Padaratz na quinta posição, após a realização da primeira etapa, em Snapper Rocks. Peterson Rosa, Paulo Moura e Armando Daltro ocupam a 17a posição, seguidos de Teco Padaratz, Fábio Gouveia, Guilherme Herdy, Vitor Ribas e Danilo Costa em 32o lugar.

 

Para mais informações acesse Aspworldtour.com e Ripcurl.com/pro2003 .

 

Baterias da primeira fase do Rip Curl Pro – Bell’s Beach

 

1 Mark Occhilupo (Aus); Shane Powell (Aus); Victor Ribas (Bra)
2 Kelly Slater (EUA); Luke Hitchings (Aus); Chris Davidson (Aus)
3 Daniel Wills (Aus); Peterson Rosa (Bra); Tom Whittaker (Aus)
4 Kieren Perrow (Aus); Taylor Knox (EUA); Toby Martin (Aus)
5 Michael Lowe (Aus); Sunny Garcia (Haw); Luke Stedman (Aus)
6 Mick Fanning (Aus); Michael Campbell (Aus); Tim Curran (EUA)
7 Taj Burrow (Aus); Neco Padaratz (Bra); Danilo Costa (Bra)
8 Andy Irons (Haw); Dean Morrison (Aus); Nick Muscroft (Aus)
9 Joel Parkinson (Aus); Pat O’Connell (EUA); Adam Robertson (Aus)
10 Luke Egan (Aus); Jake Paterson (Aus); Jamie O’Brien (Haw)
11 Shea Lopez (EUA); Nathan Webster (Aus); Darren O’Rafferty (Aus)
12 Cory Lopez (EUA); Trent Munro (Aus); Guilherme Herdy (Bra)
13 Kalani Robb (Haw); Paulo Moura (Bra); Fábio Gouveia (Bra)
14 Damien Hobgood (EUA); Phil MacDonald (Aus); Flávio Padaratz (Bra)
15 CJ Hobgood (EUA); Armando Daltro (Bra); Richard Lovett (Aus)
16 Shane Dorian (Haw); Lee Winkler (Aus); Nathan Hedge (Aus)

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)