Falsidade Ideológica

Achado não é roubado

O site Waves.Terra tem o prazer de anunciar a entrada de mais um colunista. O carioca Mauro Portugal, surfista de Guaratiba e estudante de marketing, tem bagunçado o Forum com suas mentiras extraordinárias. Então, fizemos o convite para ele enriquecer nossas páginas com suas lendas e histórias malucas.

 

Aproveitamos também para estrear a página justamente no dia 8 de outubro, de forma a homenageá-lo pelo seu aniversário. Valeu, “Animauro”, parabéns pela criatividade e pela paciência – para aguardar o lançamento da página. Aloha dos colegas do Waves.

1 de janeiro de 1998 foi um dia especial pra mim porque eu gosto muito de surfar as primeiras ondas do ano.

 

Tem gente que não gosta, acha que é negativo, que vai atrair coisas ruins etc.

É claro tem muita sujeira na noite do reveillon, nego joga de tudo na água, de flores até onde a cabeça do cara pode imaginar.

 

Naquele dia, eu estava surfando Grumari, mas a água estava bastante suja. Fiquei só uma hora, e, quando resolvi sair da água, veio a surpresa.

 

Caminhando pela areia, eis que surge o inesperado: bati com a canela num
objeto que chegou a me cortar. Quando olhei para baixo, vi uma antena de
carro, mas ela não estava caída no chão e sim em pé!!!

 

Fiquei puto da vida, ‘pô, esses pela saco, deixam até antena de carro na areia!’. Então, puxei a antena com maior força de tão injuriado que estava, mas a danada não veio na minha mão. Aí, pensei comigo: ‘será que estou tão cansado que não consigo tirar uma antena da areia?’.

 

Puxei novamente, a parada não veio.

 

Joguei a prancha na areia e comecei a cavar. Cavei, cavei, cavei, e, quando
dei por mim, eu estava em cima de um teto de um carro. Isso mesmo, um teto
de carro!

 

Não acreditei no que eu estava vendo, um carro enterrado na areia!

 

E comecei a cavar novamente até ver que e era um fusca bonitinho, inteirinho…

Meio atordoado, recomecei a cavar até chegar ao vidro.

 

E vi com os meus próprios olhos: a chave estava dentro do carro!

Amigos, pirei de vez naquele dia, o carro estava inteirinho, roda nova, motor novo, tudo no lugar.
 
Tinha vários bilhetes no vidro e fui ler o que estava escrito. Prestem
atenção no que eu tinha acabado de ler: “cheirinho bom, cheirinho de néctar,
esse ano vou andar de Vectra!”.
 
O dono do possante tinha feito uma promessa, gente que loucura…

O cara enterrou o próprio carro…  veja a que ponto chega o ser humano!?!
 
Nunca fiz promessa, e mais do que nunca, depois disso, respeito quem faz. Mas naquele primeiro dia de 1998, eu tive fazer a tal da promessa, eu tinha
que fazer… arrepiou os cabelos da cabeça, deu câimbra no dedão do pé, esse ano não vou andar a pé!
 
Fiquei andando no possante durante dois anos! E não me arrependi. Viajei o Brasil e América do Sul, e já falei dessa história no Forum.

Mas, isso eu conto depois.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)