Campanha pelo clima

Marina Werneck apoia ação

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A surfista Marina Werneck foi uma das primeiras atletas a apoiar a Campanha Global pelo Clima lançada no último dia 28, no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro. Foto: Divulgação.

 

Às vésperas do maior evento esportivo do planeta, a Olímpiada, quando é esperada a quebra de muitos recordes, atletas de todo o mundo unem-se para alertar sobre o recorde que não deve ser ultrapassado: 1,5o C. Esse é o limite para que aumento da temperatura média do planeta não se torne perigoso.

A campanha pelo clima que tem início nesta sexta, 29, com a veiculação de um filme de 30 segundos pela Rede Globo, e faz alusão à união entre todas as nações que é necessária para atingir o objetivo de controlar o aquecimento global, bem como ao impacto que frações de um grau de aumento da temperatura podem ter sobre pessoas de todo o mundo.

“Mesmo o aquecimento atual, de cerca de 1oC, já está causando mortes, doenças e prejuízos no mundo inteiro, em especial nos países em desenvolvimento, que menos podem se adaptar”, destaca Ana Toni, diretora do iCS, lembrando que somente no Brasil os prejuízos por desastres naturais entre 2002 e 2012 foram de R$ 278 bilhões em média.

Ondas de calor, alterações nos padrões das chuvas, secas e inundações estão já desafiando terrenos e instalações esportivas em todo o mundo. A continuação do aquecimento global tem e terá cada vez mais impactos diretos sobre os esportes. Da prática esportiva comunitária ao esporte profissional e de alta performance, atletas, espectadores, organizadores e voluntários estão sentindo o calor e os impactos reais das mudanças climáticas.

Atletas, com base em sua própria experiência, têm grande legitimidade para fazer este alerta durante o maior evento esportivo do planeta. Por isso, eles são as estrelas das demais peças da campanha “1,5oC: o recorde que não devemos quebrar”, que ficarão disponíveis em português e inglês no site do Observatório do Clima para favorecer o engajamento das pessoas. Diversos participantes da Olimpíada aderirão à campanha ao longo da realização dos jogos no Rio. Nas redes sociais, os usuários poderão customizar a foto dos próprios perfis com mensagens da campanha.

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A intenção é envolver os atletas na discussão do aquecimento global e consequentemente conscientizar sobre a importância do acordo climático de Paris firmado no fim de 2015. Foto: Divulgação.

 

“Os dez últimos recordes de temperatura ocorreram neste século. O ano passado foi o mais quente desde o início dos registros e tudo indica que em 2016 teremos um novo recorde. Se continuarmos nesse ritmo, enfrentaremos problemas cada vez mais graves de abastecimento de água e produção de alimentos, além da maior disseminação de doenças provocadas por mosquitos, como a zika”, explica Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima – um dos organizadores da campanha, que surgiu a partir de uma ação em rede envolvendo o Fórum das Nações Vulneráveis, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o OC e o Instituto Clima e Sociedade (iCS). A veiculação do filme pela Rede Globo é uma parceria com a área de responsabilidade social no âmbito da plataforma Menos é Mais, de mobilização social sobre sustentabilidade e consumo consciente.

Diversos países, como Kiribati, Maldivas e Tuvalu, regiões costeiras como o Delta do Mekong, a Flórida e o sul de Bangladesh e cidades costeiras como o Rio de Janeiro estão entre os que serão mais atingidos pelas conseqüências das mudanças climáticas.

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