A volta por cima de Bethany

Pela primeira vez no Brasil, a havaiana Bethany Hamilton, 16, disputa o Quiksilver ISA World Junior Surfing Championships na praia de Maresias, São Sebastião (SP).

 

Bethany ficou mundialmente  conhecida pela determinação e força de vontade.

 

Ela perdeu o braço esquerdo em um ataque de tubarão na ilha de Maui, mas não abandonou o surf e figura como destaque da nova geração do surf feminino internacional, contando com um forte apoio da marca australiana Rip Curl.

 

Durante a competição em Maresias, Bethany não quis conversar com a imprensa.

 

No entanto, Veri Freitas, correspondente Waves na Austrália, preparou um artigo maneiro sobre a havaiana, uma história de bravura e amor pelo esporte.

 

Muitas pessoas gastam suas vidas procurando a felicidade e no fim, só algumas são capazes de compreender que ela não tem nada a ver com o fato de ter mais, fazer mais ou ser mais.

 

A felicidade está relacionada a maneira como vemos o que já é nosso. Bethany Hamilton entendeu essa filosofia cedo.

 

Há três anos ela viveu o pesadelo de ter seu braço esquerdo arrancado por um tubarão, enquanto surfava na costa do Kauai, Hawaii.

 

Hoje, com 16 anos, ela surpreende todas as pessoas que conhecem sua história com sua incrível recuperação, pois em menos de um ano depois do acidente, Bethany voltou para a água e continuou a fazer o que mais gostava: surfar.

 

Muitas pessoas desistiriam do esporte e se afundariam em um oceano de auto piedade, conformando-se com a situação de ser um ‘infeliz’ deficiente, dando espaço para uma possível depressão.

 

Bethany, contrariou as estatísticas. Ela vence e suporta a dor sendo um exemplo de determinação. A atleta escolheu e agarrou essa alegria, enterrando de uma vez por todas a frustração de não ter um braço e substituindo essa deficiência por uma carga enorme de força de vontade, perseverança e muito otimismo.

 

Hoje, ela arranca das mãos das pessoas aplausos emocionados de quem a assiste em ação. Ela surfa, compete e brilha! 

 

Recentemente, chegou às semifinais do Rip Curl Grom Search, que reúne os melhores atletas do mundo até 16 anos, reafirmando mais uma vez seu potencial.

 

Fora da água, Bethany também trabalha bastante. Ela luta por pessoas com problemas que julgam impossíveis de solucionar.

 

Escreveu o livro ?Soul Surfer? e está desenvolvendo um filme sobre sua história, além de fazer discursos e prestar assistência às pessoas desfavorecidas que necessitam de apoio.

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)