Santa Cruz

A verdadeira surf city

Se você digitar no Google a frase “Surf City USA”, verá que Huntington Beach, Califórnia, aparece em primeiro lugar. Isso porque a praia ganhou em uma batalha judicial contra a cidade de Santa Cruz, também na Califa, o direito de usar o titulo de Surf City dos Estados Unidos.

Para quem surfa isso é uma piada. Eu moro em Huntington e adoro este lugar, mas espera aí, comparar as ondas daqui com as de Santa Cruz é como dizer que o Maradona foi melhor do que o Pelé. Se tiver algum argentino enrustido lendo isso, saiba que até o Zico foi melhor que o Maradona!

Voltando ao surf, Huntington tem a tradição dos campeonatos de surf, e no mês de julho milhares de pessoas invadem as areias para ver os melhores surfistas do mundo nas merrecas do verão.

Teve um ano que fizeram até um X-Games aqui em Huntington durante o verão. Foi um fiasco. Até minha avó sabe que Kelly Slater e Dane Reynolds competindo em ondas de meio metro não tem nada de extreme. Depois desta palhaçada levaram o evento para Puerto Escondido no México, onde foi um sucesso.

Aqui também tem as duas surf-shops mais importantes do mundo: Jack’s e HSS. Os donos da Jack’s não surfam, mas sabem fazer negócio. Qualquer produto novo de surf do mundo chega primeiro por lá. A HSS (os donos são surfistas) até tenta competir com a multimilionária Jack’s, mas não consegue.

Fiz uma viagem pela costa da Califórnia e parei por dois dias em Santa Cruz. Aquela cidade respira surf. Foi lá que o Jack O’Neill inventou a roupa de borracha e as botinhas para surfar. Foi lá também que o filho dele, Pat, inventou a cordinha (leash).

Santa Cruz tem muita onda perfeita. Dizem que os locais são chatos, mas vi tanta onda passar e ninguém pegar que estou começando achar que isso é lenda.


Marcelo Bolão é fotografo. Clique aqui para conhecer mais sobre seu trabalho.

 

Fonte Chuta o Balde

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)