
Olá, galera!
Dou um doce para quem adivinhar em qual colocação fiquei na primeira etapa do circuito paranaense no último final de semana.
A prova rolou em Matinhos, com o mar perfeito. Muito bom! Desde o começo da semana o pico estava quebrando.
Eu tinha tudo para ganhar. Treino aqui todo dia. Mas, não ganhei. E quando eu não ganho, também não fico em segundo ou em terceiro lugar. Fico logo em quarto.
Antes da decisão do campeonato, meu técnico Rodrigo Tusca falou: “Bruna, se não ficar em quarto está ótimo”.
Antes eu até chorava, agora nem ligo mais. Só não gosto quando o povo fica de olho gordo em mim. Estava voltando para água e faltavam ainda dois minutos para acabar a bateria quando um cara falou: “Nem adianta correr que não dá mais tempo. Você já perdeu”.
Minha mãe é que está certa. Ela diz que às vezes você perde um campeonato menor para ganhar um bem maior e mais importante.
Hoje, tenho mais troféus de quarto lugares do que de primeiro em minha casa. Só este ano, disputei seis campeonatos. Três etapas do Rip Curl Grom Search, uma do brasileiro, paranaense e Petrobras (só que em duas categorias).
Fiquei em quarto três vezes. Parei na semifinal em outro e venci dois. Ainda consegui um segundo lugar, mas isso é raro. Não sei o que acontece.
Quase sempre chego às finais e aí, ou eu ganho ou fico em quarto. Depois do campeonato, ficamos em casa vendo os troféus para encontrar os quarto lugares.
Já fiquei em quarto em Santa Catarina, um monte de vezes no Paraná, mais um monte em São Paulo. Mas, os mais legais foram no Rio de Janeiro e no Nordeste. No Rio, fui atropelada por uma bicicleta antes da bateria final. Não deu outra: quarto lugar. No Nordeste, rodei uns três dias de ônibus pra chegar lá e ficar em quarto. E não foi só uma vez.
Agora, vai rolar campeonato só em junho e até lá o jeito é treinar para não ficar mais em quarto lugar.