Mainá Thompson é bicampeã brasileira de longboard profissional. Com 24 anos, sendo 19 de surf, ela começou a pegar onda desde pequena, influenciada por seu pai, que era local do Canto do Recreio (RJ).
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Carioca com descendência indígena, foi uma das pioneiras nas competições na categoria Longboard Feminino no Brasil. E foi pelo pranchão que Mainá Thompson se apaixonou. Mesmo tendo começado no surf com uma pranchinha, ela diz ter se encantado pelo longboard por ser mais feminino.
Mainá tem como característica principal seu estilo clássico com manobras de linha como o hang ten, sua favorita. A surfista que
também é conhecida como baixinha, tem grandes títulos que marcaram sua carreira.
Além de ter sido consagrada primeira longboarder a ganhar o Circuito Petrobras Amador de 2002 e 2003, atualmente é bicampeã Brasileira profissional (2007 e 2008). Ela faturou o Circuito Petrobras de Surf Feminino de 2008, feito que lhe rendeu uma passagem para as ilhas Mentawaii.
Um dos objetivos de Mainá é continuar organizando o Campeonato Estadual de Longboard que realiza ao lado de seu marido e treinador Dionísio Santos há quatro anos. Mainá destaca que suas principais metas para 2009 são competir o Mundial, defender o título brasileiro e conseguir um bom patrocínio.
Como você começou no surf?
Iniciei no surf aos seis anos. Moro no Recreio desde que nasci e meu pai sempre surfou por aqui. Isso acabou impulsionando meu começo. Minha família respira surf, o esporte é a minha vida.
Como você passou pro longboard?
Eu comecei a surfar de long há 7 anos, bem na época que iniciou uma revitalização do esporte no Brasil, coincidindo com o início do Circuito Petrobras Longboard Classic. Como é uma modalidade que está renascendo nas competições, eu acabei sendo uma das pioneiras. Fui acompanhando a evolução e acabei me profissionalizando.
O seu marido Dionísio é seu técnico. Como funciona isso?
É ótimo ter ele como técnico. Ele sempre acreditou em mim e muitas vezes acho que acredita mais do que eu mesma. Ele me incentiva muito e nunca me coloca pra baixo. Não tenho o que reclamar, ele é um ótimo técnico e marido.
Quais são seus picos preferidos?
Têm alguns que gosto muito, como a Praia Grande de Ubatuba, a Macumba, é claro, e o Canto do Recreio. Esses no Brasil. Nos de outros países que já surfei tenho que incluir Pavones, na Costa Rica, porque tem muito sol, água quente e altas ondas. O que mais um surfista pode querer?
E quais são seus projetos para 2009?
Pretendo correr três etapas do brasileiro. Além disso, pretendo disputar etapas do mundial de longboard e alguns circuitos regionais.
Quem são seus grandes ídolos e influências no esporte?
Se tratando de surf não posso deixar de citar o Slater, que não tem igual no esporte. No longboard, uma das minhas maiores influências é o brasileiro Marcelo Freitas, que surfa muito.
São menos as meninas que competem no longboard do que na pranchinha. Como é a relação entre as atletas do longboard feminino nos campeonatos?
Eu sempre vou aos campeonatos com o Dionísio e a Luara, então acabo não interagindo muito com as outras meninas. Eu acho legal que a Luara está sempre junto com a gente, então já está no clima de competição. E ela adora! E foi como disse, quando estou junta deles não fico muito com as outras meninas. Mas eu vejo que é uma relação diferente do que em outras modalidades. Na minha opinião, somos mais respeitosas uma com as outras do que as meninas da pranchinha.
Falando na Luara, como é a sua relação com ela? Ela já compete, mas você acredita que ela será uma surfista profissional?
Quando a Lu nasceu eu tinha 17 anos. Ajudei a minha mãe a criá-la e desde os 3 anos coloquei ela no surf. Ela é muito corajosa e acho que vai ser uma grande profissional sim, pois desde pequena ela já é muito competitiva.
As vezes ficam claros alguns traços indígenas na sua aparência. Você é descendente de índios?
Então, minha família vem do Amazonas e acho que isso já influencia um pouco. Até meu nome e de minha irmã são indígenas, o meu significa lua e o dela sol.
Qual o recado que você deixa para as meninas que ainda não surfaram de longboard?
Experimente sem preconceito. O longboard é apaixonante!

