Se estivesse saído do mar sem pegar nenhuma onda, já estaria feliz. Toda a adrenalina de ver as ondas quebrando, descer pelo cliff andando e se jogar no mar pelas pedras, já valia a pena a caída. Estar lá fora remando perto daquelas ondas com Andrea e Lion justificava todo o esforço.
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São raros os momentos em que os elementos naturais permitem tentar dropar Jaws na remada. E naquela quinta-feira (10/1) foi um desses raros dias. Tamanho da ondulação, direção da vaga e intensidade do vento. O tempo não volta e momentos são únicos.
Saber que Dustin estava no canal de jet para dar suporte a qualquer eventual queda nos dava mais um pouco de confiança para remar para dentro do pico.
Depois de dropar, Lion remou forte para a primeira onda de uma das maiores séries do dia. O vento muito forte o impossibilitou de completar o drop e ele vacou em uma onda de aproximadamente 18 pés.
Se essa fosse a última da série, ele não teria problema em pegar sua prancha e voltar ao pico. Mas Netuno resolveu pôr à prova todo o treinamento do big rider e o deixou por mais duas ondas sob a água. Lion saiu vitorioso do teste, mas não quis mais surfar naquele dia.
Peguei apenas uma onda. Uma onda que me fez a cabeça pelo dia inteiro, e não necessitava de mais nada naquele dia. Estava pleno, radiante e realizado. Minha primeira onda em Peahi, na remada, de 9?3?.
Destaque para Andrea Muller, primeira mulher a dropar Jaws na remada. É integrante da primeira dupla feminina de tow-in. Uma verdadeira water-woman, uma guerreira. Dropou uma bomba e fez a onda até o canal. Se não fosse ela, eu não estaria naquele lugar. Obrigado, Andrea! Mahalo!
