Qual surfista não sonha em conhecer o Hawaii? Mas muitos fatores assustam e até travam a galera na hora de agitar a barca: crowd, ondas grandes, fundo de coral, localismo, etc.
Enfim, ir para o North Shore de Oahu pode ser um sonho ou um pesadelo. Neste contexto, eu e meu brother Marcello Maniaci decidimos descobrir o que tem de tão misterioso no pico.
Chegamos no arquipélago no final do último mês de março, durante a famosa primavera havaiana. Nesta época, o crowd alivia, a tensão diminui e assim é possível conhecer um outro Hawaii.
Ficamos hospedados na casa do César Oliveira, um brasileiro casca-grossa e respeitadíssimo na região. Residente há vinte anos no North Shore, conhece bem as ondas, principalmente os locais.
Ainda tivemos o privilégio de conhecer Caetano Vargas, campeão do SuperSurf 2010, que por sinal, é um cara extremamente gente boa e humilde. Isso nos deixou muito mais à vontade no pico.
O Hawaii é maravilhoso e cheio de vielas. Chega a lembrar as cidades na beira da rodovia Rio-Santos. Cada uma dessas vielas esconde ondas perfeitas. Em muitas vezes, o localismo é forte e impede a galera de fora de surfar.
Nos dias de swell, os picos quebram com ondas realmente power e cair na água vira uma questão de humildade, de respeito pelo mar.
Até encaramos Sunset com quatro metros na série, mas passamos boa parte da queda assistindo o show de surf dos caras que dominam o point. Foi incrível!
Depois que o mar perde um pouco de força, picos como Velzyland, Gas Chambers e Rock Point quebram clássicos e proporcionam um surf sem crowd, com ondas perfeitas que ultrapassam dois metros.
Enfim, durante nossa barca na Meca do surf mundial, fizemos a cabeça, pegamos altas ondas e registramos alguns momentos da galera em ação. Confira na galeria acima.




















